Últimas

Ano eleitoral muda jogo e desafia investidores

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Ano eleitoral muda jogo e desafia investidores

O cenário eleitoral tende a aumentar a cautela dos investidores e trazer mais volatilidade. Em períodos de maior incerteza política, investidores estrangeiros e grandes gestores podem reduzir posições em mercados considerados mais arriscados enquanto aguardam maior clareza sobre os rumos da economia. 

Para Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, a cautela não significa necessariamente que as empresas ou a economia estejam apresentando uma piora. 

“O investidor não gosta de incerteza. Ele antecipa e precifica esse risco. Em uma situação como essa, muitas vezes não tenta apostar: tira o dinheiro, espera a incerteza passar e depois volta com os recursos”, diz.

Essa movimentação também pode acontecer entre diferentes mercados emergentes. Em vez de retirar completamente os recursos dessa categoria, o investidor pode transferir o capital para países que, naquele momento, apresentam menos riscos.

“Dentro da categoria de mercados emergentes, o investidor possui vários países para escolher. Muitas vezes, ele prefere sair de um mercado mais instável e colocar o dinheiro em outro que, naquele momento, não esteja passando por uma eleição. Depois, faz a rotação de capital, tirando recursos de um país e colocando em outro”, explica Pascowitch.

Porém, a maior volatilidade não precisa ser encarada apenas como um risco. Para investidores com horizonte de longo prazo, períodos de queda podem abrir espaço para encontrar empresas negociadas abaixo do que seus fundamentos indicariam.

Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, destaca que existem diferentes perfis de investidores diante de uma queda da bolsa. 

“Enquanto alguns se preocupam com as oscilações e preferem reduzir a exposição, outros podem enxergar preços menores como uma oportunidade”, analisa.

Nesse caso, a decisão não deve ser tomada apenas com base na queda do preço da ação. O investidor precisa verificar se os fundamentos da companhia continuam sólidos, como crescimento da receita e do lucro e controle da alavancagem. 

Marilia ressalta também que o conceito de longo prazo depende do ciclo econômico, que pode se estender por anos.

“Um ciclo pode durar um ano ou dez anos. Os juros subiram em 2021 e o ciclo econômico iniciado naquele período ainda não terminou. Por isso, é normal que o longo prazo ainda não tenha chegado, porque o ciclo econômico não acabou”, afirma.

Além disso, Thiago Godoy, educador financeiro, recomenda manter uma parcela dos recursos com liquidez e evitar assumir riscos elevados durante períodos de maior incerteza.

“Para o investidor iniciante, o importante é ter caixa, liquidez diária e uma parcela em renda fixa. É possível atravessar o período de eleição e continuar buscando oportunidades de diversificação, inclusive em dólar, sem precisar sofrer com toda a turbulência do mercado”, orienta.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

Ano eleitoral muda jogo e desafia investidores — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado