Um eclipse lunar parcial promete transformar o céu desta quinta-feira (27) trazendo a chamada “Lua de Sangue”, ou seja, a Lua com uma coloração avermelhada, que poderá ser vista a olho nu em diversas regiões do país.
O eclipse tem início às 23h34. No entanto, o seu momento máximo vai acontecer por volta de 1h12 da madrugada desta sexta-feira (28).
Pensando em reunir o maior número de observadores possíveis, o Laboratório de Divulgação Científica Ilha da Ciência, da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), e a SAMA (Sociedade de Astronomia do Maranhão), promoverão um evento público para assistir ao fenômeno em São Luís, no Maranhão.
O evento é gratuito e acontecerá das 22h às 2h no Mirante da Litorânea, em Calhau. A organização, apoiada pela Agência Espacial Brasileira, recomenda levar cadeira, binóculo, luneta ou telescópio para aproveitar a noite de observação.
Já no sudeste do país, a Universidade Federal de Itajubá e o Laboratório Nacional de Astrofísica, promoverão a “Noite Astronômica” das 21h do dia 27 às 4h do dia 28.
A entrada de acesso ao evento será pela portaria da Unifei. A observação acontecerá no espaço de InterCiências da universidade.
Em São Paulo, o Observatório Dietrich Schiel do CDCC/USP (Universidade de São Paulo), localizado em São Carlos também promoverá uma observação pública.
O atendimento ao público para apreciar o fenômeno no Observatório se dará de forma individualizada. Um número limitado de pessoas com senha terá acesso ao principal telescópio do Observatório. Cada pessoa fará uma rápida observação visual do eclipse, através das lentes do telescópio. Serão distribuídas 180 senhas para a observação a partir das 22:45 da quinta, dia 27 de agosto.
Mas, mesmo sem ir até as universidades, os interessados por astronomia também poderão assistir ao eclipse lunar em suas casas.

Em entrevista à CNN Brasil, o astrônomo Emerson Roberto Perez afirmou que o espetáculo pode ser bem visto se as pessoas procurarem locais com boa visibilidade do céu, e pouca ou nenhuma interferência da iluminação das cidades.
Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem a necessidade de filtros ou equipamentos de proteção.
“Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves.

