Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro de café para entrega em dezembro encerrou o pregão desta quarta-feira (26) com queda de 3,98%, cotado a US$ 3,22 por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços do café recuaram para o menor nível em uma semana nesta sessão, pressionados pela perspectiva de uma safra brasileira maior. A expectativa de aumento da oferta provocou uma liquidação de contratos futuros.
A pressão também aumenta com a redução do espaço disponível para armazenagem no Brasil. A maioria dos armazéns já não estaria aceitando novos carregamentos de café, o que pode levar produtores que vinham postergando as vendas à espera de preços mais altos a ampliar a comercialização.
No mercado de café robusta, o movimento também foi negativo. Os estoques certificados pela ICE atingiram na terça-feira o maior nível em nove meses, reforçando a pressão sobre as cotações.
Cacau
O contrato futuro de cacau para entrega em dezembro encerrou a sessão com leve alta de 0,03% na Bolsa de Nova York. A cotação terminou negociada a US$ 5.831 por tonelada.
Segundo a Barchart, os preços do cacau fecharam praticamente estáveis na quarta-feira, ainda sob pressão diante dos sinais de oferta global abundante.
Um dos fatores acompanhados pelo mercado é o aumento das exportações da Nigéria. Dados divulgados pela Bloomberg apontaram que os embarques nigerianos de cacau em grão alcançaram 16.052 toneladas em julho, alta de 18% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
A Nigéria é o quinto maior produtor mundial de cacau, e o avanço das exportações reforça a percepção de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional.
Açúcar
O contrato futuro de açúcar para entrega em outubro encerrou o pregão em queda de 1,85% na Bolsa de Nova York. A cotação fechou a 17,59 centavos de dólar por libra-peso.
No mercado internacional, os preços do açúcar fecharam em direções opostas na quarta-feira. Em Londres, a cotação recuou para o menor nível em uma semana e meia.
Em Nova York, apesar da queda do contrato, o mercado encontrou suporte diante de sinais de redução da produção na França, maior produtora de açúcar da Europa.
Segundo a Associação Francesa de Produtores de Beterraba Sacarina e Açúcar, a produção francesa neste ano deve ficar mais de 20% abaixo da média dos últimos cinco anos. A estimativa considera os impactos da seca e das temperaturas elevadas prolongadas sobre as lavouras.
Algodão
O contrato futuro de algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão em leve alta na Bolsa de Nova York. A cotação avançou 0,91% e fechou negociada a 89,14 centavos de dólar por libra-peso.
No mercado internacional, o índice Cotlook A permaneceu estável na terça-feira, em 98,20 centavos de dólar por libra-peso.
Os estoques de algodão certificados pela ICE, bolsa de commodities de Nova York, aumentaram em 2.567 fardos em 25 de agosto, alcançando 66.327 fardos.
Já o preço mundial ajustado do algodão subiu 143 pontos na última semana, para 69,62 centavos de dólar por libra-peso.
O movimento do contrato futuro indica uma sessão de relativa estabilidade para o algodão, enquanto os indicadores do mercado internacional mostram comportamentos distintos entre os preços de referência e os estoques certificados.
Suco de Laranja
O contrato futuro de suco de laranja concentrado e congelado para entrega em setembro encerrou o pregão com forte desvalorização na Bolsa de Nova York. A cotação recuou 5,97% e terminou negociada a US$ 1,46 por libra-peso.
O mercado futuro segue pressionado e opera próximo dos menores níveis registrados desde 2022. Em meados de agosto, as cotações estavam próximas de US$ 1,45 por libra-peso, ainda acima da mínima do ano, de US$ 1,32 por libra-peso.
O cenário de preços reflete a combinação entre a recuperação da disponibilidade de fruta na atual temporada e a demanda global ainda enfraquecida. Segundo o Rabobank, o mercado ainda encontra dificuldades para sustentar uma recuperação consistente das cotações do suco de laranja.
A expectativa é de que a safra 2026/27 avance para uma produção próxima de 250 milhões de caixas no cinturão citrícola. Mesmo com uma estimativa de produção menor que a da temporada anterior, o volume não é considerado suficiente para provocar uma reação expressiva dos preços no mercado futuro.

