A mais recente missão da NASA, Pandora, está realizando observações de planetas fora do nosso Sistema Solar. A missão vai determinar a composição atmosférica de pelo menos 20 exoplanetas, incluindo a presença de névoas, nuvens e água. O pequeno satélite foi lançado em órbita terrestre baixa em 11 de janeiro deste ano.
Segundo a NASA, os dados coletados pela missão Pandora ajudarão os cientistas a compreender melhor os planetas e suas estrelas hospedeiras. Atualmente, os pesquisadores não conseguem determinar com absoluta certeza como a luz das estrelas afeta as medições da composição das atmosferas dos exoplanetas.
“Projetamos a espaçonave Pandora e seu programa de observação detalhado para entender melhor essa questão complexa”, disse Elisa Quintana, investigadora principal da Pandora no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland.
O detector de infravermelho próximo da Pandora é uma peça de reposição originalmente desenvolvido para o telescópio espacial James Webb. O Telescópio Espacial James Webb (também conhecido como JWST ou Webb) é a ferramenta mais atualizada que temos em relação à observação do espaço.
“A espaçonave está em perfeitas condições e todos os instrumentos estão funcionando tão bem quanto esperávamos”, disse Jordan Karburn, gerente adjunto do projeto Pandora no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia.
O que é a missão Pandora?
Pandora é um pequeno satélite financiado pelo programa Astrophysical Pioneers, da NASA. Os satélites desse programa são projetados para investigar questões fascinantes sobre o Universo por meio de missões rápidas e de baixo custo. Além disso, eles são desenvolvidos para operar com uma tolerância a falhas maior do que a normalmente exigida. Veja:
A Pandora carrega um telescópio de alumínio com cerca de 45 centímetros de diâmetro. A espaçonave estudará simultaneamente os planetas e suas estrelas hospedeiras, observando-os tanto na luz visível quanto no infravermelho.
“A vantagem do Pandora é sua capacidade de observar alvos por períodos prolongados em múltiplos comprimentos de onda, algo que missões emblemáticas de alta demanda como o Webb não conseguem fazer regularmente”, disse Knicole Colón, cientista do projeto na NASA Goddard.
*Sob supervisão de Thiago Félix
