A St George Mining iniciou formalmente o processo de licenciamento ambiental do projeto de terras raras e nióbio de Araxá, em Minas Gerais, com a entrega do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e do Rima (Relatório de Impacto Ambiental) à Feam (Fundação Estadual do Meio Ambiente).
Os documentos foram apresentados como parte do pedido de LP (Licença Prévia), primeira das três etapas do processo de licenciamento ambiental do empreendimento. O projeto é controlado integralmente pela companhia australiana.
A St George estima que as etapas de LP e LI (Licença de Instalação) sejam concluídas em até 12 meses. A terceira etapa, a LO (Licença de Operação), só poderá ser concedida após a construção do empreendimento e a comprovação do cumprimento das condicionantes ambientais.
A companhia projeta que a construção possa ser concluída no segundo semestre de 2029, condicionada, entre outros fatores, à decisão final de investimento. O cronograma considera o desenvolvimento de um projeto inteiramente novo, chamado de greenfield.
O EIA e o Rima foram elaborados ao longo de 14 meses de estudos e trabalhos de campo e somam cerca de 800 páginas. Os documentos avaliam os impactos ambientais e sociais e apresentam programas de mitigação, controle e monitoramento para o empreendimento.
O desenho apresentado para o licenciamento prevê uma mina a céu aberto e um novo complexo industrial em Araxá, com estruturas de processamento mineral, refino e metalurgia, além de instalações para resíduos, rejeitos e infraestrutura de apoio.
Em paralelo, no entanto, a St George também avalia a possibilidade de utilizar plantas de processamento já existentes na região, alternativa que poderia modificar a configuração final do projeto.
O licenciamento avança ao mesmo tempo em que a empresa conduz o estudo de viabilidade do projeto, liderado pela Worley, além de testes metalúrgicos e demais trabalhos técnicos necessários para uma eventual decisão de investimento.
Urânio e tório
Os estudos ambientais também analisam a presença de urânio e tório associada ao depósito carbonatítico.
Segundo a St George, a estimativa de recursos registra concentrações médias de 381 partes por milhão (ppm) de tório e 76 ppm de urânio. A empresa afirma que testes metalúrgicos anteriores indicaram a possibilidade de remoção desses radionuclídeos durante o processamento.
Os testes continuam, no entanto, para definir o fluxograma de processamento e os métodos de isolamento de urânio e tório.
Além do licenciamento ambiental, o projeto ainda possui etapas pendentes na ANM (Agência Nacional de Mineração).

