O Irã tem o direito de atacar a fonte e a origem de qualquer ato de agressão, e a ameaça dos Estados Unidos de impor novas sanções ao país constitui uma grave violação do direito internacional, afirmou na segunda-feira (24) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.
Em resposta ao que os Estados Unidos chamaram de “as sanções mais duras da história” contra o Irã, Baqaei afirmou em entrevista coletiva na capital, Teerã, que o governo iraniano está plenamente ciente das pressões econômicas e das dificuldades enfrentadas pelas empresas no país — tudo parte da pressão contínua que os Estados Unidos vêm exercendo sobre o povo iraniano há décadas.
O governo já avaliou a situação e está tomando todas as medidas possíveis para combater as sanções econômicas, disse o porta-voz.
Ele afirmou que os Estados Unidos se referiram às sanções como uma “guerra econômica”, demonstrando total desrespeito ao sistema de livre comércio entre os países e à soberania nacional.
“Os Estados Unidos, sem justificativa e sem qualquer base em leis ou normas internacionais, usam coerção e intimidação para restringir ou forçar outros países a interromper relações comerciais com outras nações. Isso significa que os Estados Unidos violaram o próprio fundamento das relações internacionais e um dos pilares centrais da Carta da ONU — o respeito à soberania nacional. Isso deve servir de alerta para todos os países”, disse Baqaei.
O Irã afirmou explicitamente que defenderá de forma determinada sua soberania nacional e sua segurança territorial e que não cederá aos inimigos, nem aceitará os termos propostos pelos Estados Unidos como forma de encerrar a guerra, disse o porta-voz.
Sobre as sanções americanas, Baqaei destacou que os Estados Unidos estão tentando justificar seus atos de “terrorismo econômico” sob diversos pretextos, e que o Irã já emitiu os alertas necessários: qualquer parte que participe dessas ações dos Estados Unidos ou adote medidas agressivas contra o Irã pagará o preço.
Sobre a recente presença de aeronaves militares dos Estados Unidos na Bulgária, Baqaei disse que o Irã deixou clara sua posição ao governo búlgaro: o país não tem hostilidade contra a Bulgária, mas a permanência de aeronaves militares americanas em seu território será considerada pelo Irã como apoio à agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o país.
Segundo ele, pelo direito internacional, o Irã tem o direito de atacar qualquer fonte de agressão contra si e de defender firmemente sua soberania nacional.
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