O Irã busca um retorno ao memorando de entendimento assinado entre Teerã e Washington em junho, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim, citando uma fonte não identificada.
Uma “fonte informada” disse à Tasnim que o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, que visitou Teerã na segunda-feira (24), “não estava levando uma ameaça ou qualquer mensagem semelhante dos Estados Unidos”.
“Em vez disso, ele buscava abrir espaço para negociações e transmitir as condições e posições do Irã ao lado americano”, informou a Tasnim, citando a fonte, que acrescentou que “um retorno dos EUA ao acordo de Islamabad e a implementação de suas disposições — incluindo o Artigo 5, referente aos arranjos iranianos para o Estreito de Ormuz — estão entre as condições do Irã”.
As condições foram transmitidas ao intermediário paquistanês, que deverá levá-las aos EUA, segundo a fonte.
O Memorando de Entendimento, assinado em 17 de junho, tinha como objetivo ampliar um cessar-fogo entre os EUA e o Irã e fazer o tráfego voltar a fluir pelo Estreito de Ormuz. O acordo fracassou após divergências sobre a interpretação e a gestão da via navegável.
Na terça-feira, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, disse que ele e o chefe do Exército, Munir, tiveram uma “reunião muito positiva e produtiva” com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e que houve “progresso significativo” nas conversas sobre o conflito.
Na segunda-feira, a emissora estatal iraniana Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) informou que Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador, disse que Teerã continua comprometido com a implementação do Memorando de Entendimento, mas que os EUA também devem cumprir seus compromissos.
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