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Galeão é o primeiro da América Latina autorizado a receber o Boeing 777-9

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, administrado pela concessionária RIOgaleão, é o primeiro da América Latina a obter autorização da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) para operar o novo Boeing 777-9.

O processo de autorização estava sendo conduzido com a agência reguladora desde 2024 e a permissão foi oficializada pela Portaria nº 19.779/SIA, publicada em 11 de agosto de 2026.

O novo Boeing 777-9X é o maior avião bimotor do mundo. A aeronave pode transportar até 450 passageiros em configurações voltadas para voos intercontinentais.

Das empresas que atualmente operam no aeroporto do Galeão, a British Airways, Emirates e a Lufthansa são as que já tinham encomendas realizadas do novo modelo para suas frotas.

A British Airways que diariamente faz a rota entre o Rio de Janeiro e Londres-Heathrow, encomendou 24 exemplares do Boeing 777-9. Já a Emirates que opera, cinco vezes por semana, a ligação entre o Galeão e Dubai com o Boeing 777, é o maior cliente da fabricante multinacional americana. No final do ano de 2025 ampliou as encomendas e tem cerca de 270 pedidos da família das aeronaves, enquanto a Lufthansa, que faz Rio x Frankfurt já possui um avião do modelo 777-9, maior bimotor do mundo.

“Trata-se de um avanço para a aviação, resultado de um processo pautado nos mais elevados padrões de segurança e excelência operacional, que amplia as possibilidades de conectividade, eficiência e capacidade do aeroporto”, celebra Estela Andrade, Gerente de Safety do RIOgaleão.

A autorização concedida pela ANAC significa que a infraestrutura aeroportuária do Galeão está preparada para futuras operações com a aeronave. Mas o avião não vai pousar imediatamente no aeroporto internacional porque só fica agora pendente a certificação da autoridade americana FAA.

O Boeing 777-9 é a nova geração da família 777. Segundo a fabricante. Uma das principais inovações são as pontas das asas dobráveis. O recurso reduz a envergadura da aeronave no solo e permite que ela utilize posições de estacionamento compatíveis com os atuais modelos da família 777. O modelo tem consumo de combustível e custo operacional por assento aproximadamente 10% menores que os de seu principal concorrente, o Airbus A350-1000.

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