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EUA avaliam processar agente do ICE acusado de atirar em imigrante

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
EUA avaliam processar agente do ICE acusado de atirar em imigrante

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia se apresenta denúncia contra um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) acusado de atirar na perna de um imigrante venezuelano no inverno passado em Minneapolis, segundo uma fonte a par das deliberações e uma porta-voz do órgão.

A apresentação de acusações federais representaria um passo significativo para o governo de Donald Trump, que tem resistido a tentativas de responsabilizar agentes do ICE por outros episódios de disparos.

O agente Christian Castro foi preso em maio, depois que promotores estaduais de Minnesota apresentaram denúncias contra ele por agressão de segundo grau e falsa comunicação de crime. No entanto, o governador do Texas, Greg Abbott, recusou-se a extraditá-lo para Minnesota.

A fonte a par do assunto informou à CNN que promotores federais poderiam avançar com as acusações já nesta terça-feira. De acordo com uma ação judicial movida pelo procurador-geral de Minnesota solicitando a extradição de Castro, ele poderia ser libertado da custódia no Condado de Cameron, no Texas, já na quarta-feira (26). Esse prazo apertado pressiona tanto os promotores federais quanto os estaduais a manterem Castro sob custódia.

Um juiz federal no Texas realizará uma audiência na terça-feira (25) para analisar o pedido de Minnesota para que Abbott envie Castro ao estado imediatamente. A CNN entrou em contato com o advogado de Castro em busca de comentários.

O Departamento de Justiça informou à CNN que os promotores ainda não decidiram se apresentarão denúncia federal contra Castro.

“Como em qualquer caso em que a conduta em questão possa envolver uma acusação de violação de direitos civis, as Procuradorias dos EUA são obrigadas, pela política do Departamento de Justiça, a consultar e trabalhar com a Divisão de Direitos Civis, visto que essa divisão conta com especialistas nessa área do direito”, escreveu Emily Covington, diretora de assuntos públicos do Departamento de Justiça, em um e-mail. “Quaisquer decisões sobre denúncias decorrentes de tais investigações são tomadas de forma colaborativa e deliberativa, fundamentando-se nos fatos e na legislação aplicáveis ​​ao caso e à controvérsia em questão.”

Covington afirmou que representantes da Divisão de Direitos Civis mantiveram conversas com promotores locais em Minnesota. Não está claro quais acusações, se é que haverá alguma, o Departamento de Justiça acabará apresentando. Covington descreveu as conversas como parte padrão de qualquer investigação em curso.

Após o tiroteio ocorrido em janeiro, o Departamento de Segurança Interna indiciou o homem ferido, Julio Sosa-Celis, e outro homem envolvido no episódio.

Semanas depois, em uma reviravolta surpreendente, o Departamento de Justiça apresentou uma petição solicitando a retirada das acusações criminais contra os dois homens. No documento, o departamento informou que procuradores federais haviam fornecido informações incorretas ao tribunal, enquanto o ICE emitiu um comunicado admitindo que seus agentes federais fizeram “declarações falsas” sob juramento.

Os dois agentes federais envolvidos foram afastados de suas funções enquanto o Departamento de Justiça investiga suas “declarações inverídicas” — reveladas por meio da análise de provas em vídeo —, conforme informou anteriormente o diretor do ICE, Todd Lyons, em um comunicado.

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