O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, nesta terça-feira, em Teerã, informou o Ministério das Relações Exteriores do Irã, em meio ao aumento das tensões entre Teerã e Washington.
Tanto o Irã quanto Omã têm costas ao longo do Estreito de Ormuz, que foi efetivamente fechado pelo Irã desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o país no fim de fevereiro. Omã e Irã têm mantido conversas sobre novas rotas de navegação pela via navegável.
O presidente Donald Trump ameaçou repetidamente atacar Omã, aliado dos EUA e mediador no conflito.
Omã passou de mediador a alvo das ameaças de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou na semana passada atacar Omã caso o país interfira nos esforços americanos no Estreito de Ormuz.
“Se Omã atrapalhar, vamos bombardear aquela merda toda”, disse Trump em uma entrevista à Fox News na segunda-feira (17), enquanto Teerã afirmava que as negociações com Mascate sobre a importante via marítima continuavam.
Omã, um aliado histórico dos EUA, tentou atuar como mediador entre os Estados Unidos e o Irã antes e durante o conflito, especialmente ao sediar negociações nucleares entre Teerã e Washington antes do início da guerra, em fevereiro
Um dia antes de os EUA e Israel atacarem o Irã, em 28 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que o Irã havia concordado em não armazenar urânio enriquecido, o que significaria que nunca teria material suficiente para produzir uma arma nuclear caso chegasse a um acordo com os EUA.
No dia seguinte, após os ataques americano-israelenses, Albusaidi disse estar “desapontado” porque as “negociações ativas e sérias” entre os EUA e o Irã haviam sido “mais uma vez prejudicadas”.
Em março, Albusaidi classificou a guerra contra o Irã como o “maior erro de cálculo” do governo Trump. Dias depois, publicou no X: “Independentemente da sua opinião sobre o Irã, esta guerra não foi provocada por eles.”
Nos meses seguintes, Omã trabalhou com o Irã na elaboração de protocolos para reabrir o Estreito de Ormuz.
Em maio, Trump ameaçou Omã pela primeira vez, dizendo que o país “vai se comportar como todo mundo, ou teremos que explodi-los”.
Semanas depois, um alto funcionário do governo americano disse a jornalistas que Omã havia sido “duplo” durante os esforços de negociação com o Irã — e que, por isso, “os retiramos” do papel de mediador.
Com informações de Catherine Nicholls, da CNN
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