A aproximação entre empresas, pesquisadores e conhecimento científico foi um dos caminhos discutidos durante a 25ª edição do Fórum Empresarial LIDE, realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu empresários e especialistas para discutir perspectivas para o desenvolvimento do Brasil. Entre os temas abordados esteve a importância da ciência e da tecnologia para a economia e para a criação de soluções capazes de responder a problemas reais da sociedade.
Quando a ciência vira solução
Um dos participantes do segundo painel do evento foi Dimas Covas, pesquisador e empreendedor da área de biotecnologia. Ao falar para uma plateia de empresários, ele apresentou a própria trajetória como exemplo de como a pesquisa poderia ultrapassar os limites da academia. Covas destacou que a ciência poderia ser utilizada para desenvolver produtos relevantes e necessários para a saúde humana. Durante sua passagem pelo Instituto Butantan, ele citou a experiência de aproximar pesquisa, produção e desenvolvimento tecnológico.
Segundo o pesquisador, o Butantan faturava cerca de R$ 1 bilhão por ano em 2017. Em 2023, quando deixou a instituição, o faturamento havia chegado a aproximadamente R$ 4 bilhões. A experiência mostrou como a pesquisa poderia se transformar em tecnologia, produtos e resultados concretos quando estivesse conectada a uma estratégia de desenvolvimento nacional em que empresas e universidades poderiam trabalhar juntas
Foi justamente nessa conexão que a Universidade Brasil apresentou sua proposta durante o evento. O reitor Fernando Costa afirmou que a instituição está engajada no desafio de investir em ciência e tecnologia e destacou a intenção de ampliar a aproximação com diferentes setores.
“Somos parceiros da ciência e tecnologia. A Universidade Brasil está envolvida no desafio de investir em ciência e tecnologia”, afirmou.
Costa também revelou que a instituição mantém conversas preliminares na área de energia e destacou que o foco estava em ciência, pesquisa e inteligência. A lógica apresentada foi transformar demandas reais em oportunidades de pesquisa, onde uma empresa poderia levar um desafio para dentro da universidade e, a partir dele, contar com pesquisadores e conhecimento especializado na busca por novas soluções.
Pesquisa aplicada em diferentes áreas
A Universidade Brasil conta com pesquisadores e programas de pós-graduação stricto sensu em áreas que dialogam com diferentes necessidades do setor produtivo.
Em Produção Animal, os estudos envolvem produtividade, saúde e bem-estar animal, nutrição, biotecnologia e processos produtivos. As Ciências Ambientais reúnem pesquisas relacionadas à sustentabilidade, aos recursos naturais, à gestão e aos impactos ambientais. Já a Engenharia Biomédica aproxima engenharia, tecnologia e saúde, enquanto Ciências Biomédicas e Bioengenharia permitem projetos multidisciplinares na interface entre essas áreas.
Os programas e a produção científica estão distribuídos pelos campi de São Paulo, Fernandópolis e Descalvado.
Da pesquisa à inovação
A produção científica também pode resultar em tecnologias e propriedade intelectual. Desde 2013, a Universidade Brasil registra 71 pedidos de patente e registros de programas de computador, dos quais 54 já foram concedidos.
O resultado reforça a possibilidade de transformar conhecimento científico em tecnologia e soluções aplicáveis, aproximando o ambiente acadêmico das necessidades de empresas e da sociedade.
Durante o Fórum Empresarial LIDE, Covas também defendeu a necessidade de uma visão estratégica para a ciência brasileira. Para ele, o país precisa de maior coordenação e definição de prioridades nestas áreas.
“Esses setores são responsáveis pela inteligência do país”, afirmou.
A discussão mostra que a inovação pode começar com uma pergunta simples: qual problema a empresa precisa resolver? A partir daí, a pesquisa pode ajudar a transformar o desafio em conhecimento, tecnologia e novas possibilidades.
Para a Universidade Brasil, a aproximação entre empresas, pesquisadores e ciência representa justamente esse caminho: levar problemas reais para o ambiente acadêmico e buscar soluções com potencial de impacto para o setor produtivo e para a sociedade.
