O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou nesta segunda-feira (24) a situação das finanças do Estado e afirmou que, se eleito, pretende fazer uma revisão dos contratos firmados pela atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo Haddad, o governo paulista perdeu capacidade de investimento e chegou a uma situação de déficit nas contas.
“Eu tenho dito: as finanças não estão bem”, afirmou o candidato durante entrevista. Haddad citou dados da Secretaria da Fazenda para sustentar a avaliação e disse que o investimento acumulado nos três primeiros anos do governo Tarcísio caiu de R$ 76 bilhões para R$ 74 bilhões.
Segundo ele, no mesmo período, o caixa livre do Tesouro estadual caiu de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões, enquanto o superávit se transformou em déficit corrente.
Haddad afirmou que, se eleito, pretende fazer um “pente fino” nos contratos do Estado, incluindo terceirizações e concessões, para reduzir despesas e abrir espaço no orçamento para investimentos.
De acordo com o candidato, o cenário combina três fatores: queda dos investimentos, redução do caixa disponível e mudança de um quadro de superávit para déficit corrente.
Haddad também criticou a forma como o atual governo de São Paulo contabiliza investimentos após as privatizações. Ele citou a venda da Sabesp e a utilização de recursos em outras áreas para argumentar que não seria possível considerar apenas os novos aportes sem descontar os ativos que foram vendidos.
“Não é só de privatização. Os contratos terceirizados ganharam uma proporção no orçamento atual exorbitante. Você já não tem espaço pra nada no orçamento de São Paulo”, afirmou.
O petista disse que, diante desse cenário, seria necessário rever os contratos e reduzir despesas consideradas excessivas para liberar recursos para investimentos e serviços públicos.
Haddad declarou que a medida não significaria reduzir recursos de áreas como educação e saúde, mas cortar despesas que considera desnecessárias.
O candidato comparou a proposta à revisão de contratos realizada quando participou da administração da capital paulista. “Nós temos que pegar um ano de trabalho revendo contrato por contrato, cortando na carne sem prejudicar o trabalhador, sem prejudicar a sala de aula, sem prejudicar o posto de saúde”, finalizou.

