O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seria “melhor” se a guerra contra os Estados Unidos terminasse agora, enquanto Teerã está em uma posição de força, segundo relatos da mídia estatal do país nesta sexta-feira (21).
Pezeshkian disse que seria “melhor encerrar a guerra hoje, enquanto estamos em uma posição de força e dignidade”, conforme citado pela agência estatal iraniana Mizan News Agency e pela agência semioficial ISNA (Iranian Students’ News Agency).
Os comentários do presidente sobre o desejo de encerrar o conflito surgiram no momento em que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã alertou que quaisquer “novas ameaças” receberiam uma resposta “esmagadora”, informou a agência semioficial iraniana Mehr News Agency.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou na quinta-feira (20) que poderia empregar armas mais “destrutivas” caso a guerra fosse retomada — segundo a mídia semioficial iraniana —, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar ter suspendido as negociações com Teerã.
Trump também declarou na quarta-feira (19) que aplicará as sanções financeiras mais duras da história com o objetivo de derrubar a liderança iraniana.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que daria detalhes na segunda-feira (24) sobre as sanções planejadas, que seguem um alerta do presidente americano sobre consequências econômicas contra qualquer país que forneça “qualquer tipo de apoio financeiro ao Irã “.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã , major-general Ali Abdollahi, afirmou que a reação da República Islâmica seria ampla e decisiva.
“Com prontidão em terra, mar, ar, defesa aérea e ciberespaço, as forças armadas do Irã responderão às novas ameaças do inimigo com respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”, disse Abdollahi, segundo a mídia iraniana .
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador do país nas conversas mediadas com os Estados Unidos, afirmou que Washington parece ter concluído que não conseguiria prevalecer em um confronto militar direto.
“Precisamos elaborar planos para lidar com as sanções injustas, para que possamos superá-las”, afirmou ele no vizinho Iraque, acusando os EUA e Israel de recorrerem ao que chamou de guerra econômica e “cognitiva”.

