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Federação da Dinamarca diz que não apoiará Infantino em eleição da Fifa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Federação da Dinamarca diz que não apoiará Infantino em eleição da Fifa

A Federação Dinamarquesa de Futebol (DBU) comprometeu-se a encontrar uma alternativa viável ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, na eleição do próximo ano, declarando nesta sexta-feira (21) que perdeu a confiança no líder da entidade máxima do futebol mundial.

A DBU afirmou que a proposta — posteriormente descartada — de Infantino para vender participações comerciais em torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, gerou “uma crise fundamental de confiança na liderança da Fifa”, a qual não poderia ser remediada apenas com a retirada da proposta ou pedidos de desculpas.

A DBU declarou que não apoiou Infantino na eleição presidencial de 2023 e que não o fará na próxima eleição, marcada para o 77º Congresso da Fifa em Rabat, no Marrocos, em 18 de março.

“Estamos satisfeitos por ver que várias federações estão agora retirando seu apoio”, afirmou a DBU em um comunicado após uma reunião de sua diretoria.

“A DBU, juntamente com a Uefa e nossos colegas internacionais, trabalhará para garantir que as associações-membro tenham, na eleição presidencial de 2027, uma escolha real e uma alternativa viável, capaz de unir a Fifa entre as confederações e reconstruir a confiança que foi rompida.”

No início deste mês, a Fifa pediu desculpas às suas associações-membro pelos erros cometidos em relação à proposta abandonada, mas sua liderança reafirmou o apoio a Infantino após uma reunião de crise no Marrocos.

“A confiança em Gianni Infantino desapareceu, e nem a retirada da proposta nem o pedido de desculpas posterior pela condução do processo alteram essa avaliação”, acrescentou a DBU.

“Os acontecimentos da última semana também reforçam ainda mais o desejo da diretoria por um novo presidente para a Fifa.”

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O prazo final para a apresentação de candidaturas à presidência é 18 de novembro, mas, até o momento, ninguém mais declarou formalmente sua candidatura.

Infantino busca um quarto mandato, que iria até 2031, mas várias associações nacionais e dirigentes importantes retiraram o apoio ao administrador suíço.

As potências regionais do esporte também discutiram uma possível moção de desconfiança contra o chefe da Fifa.

Infantino enfrenta pressão de três confederações para renunciar: a Uefa (Europa), a AFC (Ásia) e a Concacaf (que representa a América do Norte, a América Central e o Caribe).

No entanto, ele continua a contar com o apoio da confederação africana (CAF) e de várias nações asiáticas que prometeram apoiá-lo em sua reeleição, ao passo que potências como Argentina e México também manifestaram seu apoio.

A DBU também endossou a ameaça de boicote da Uefa, acrescentando que não participaria de torneios da Fifa a menos que recebesse as “garantias necessárias” de que a entidade jamais voltaria a abrir sua governança e seus torneios a investidores privados.

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