Os fundos de ações dos mercados emergentes registraram fluxo positivo de US$ 1,2 bilhão, na sexta semana de ganhos, segundo relatório desta sexta-feira (21) do JP Morgan.
Porém, o Brasil vem na contramão, registrando saída de US$ 1,6 bilhão, após a perda recorde de US$ 2,3 bilhões da última semana.
Entre as principais economias, Taiwan, Coreia do Sul e Índia foram os principais captadores. Além disso, o relatório destaca o peso das aplicações sobre ETFs (fundos negociados em bolsa).
Em relatório a parte, sobre estratégia de renda variável para o Brasil, o banco destacou como o país caminha para a terceira maior saída mensal de capital estrangeiro desde 2008.
Até o dia 18 de agosto, R$ 20,5 bilhões de investidores estrangeiros foram retirados da bolsa brasileira.
Na última semana, o JP Morgan reduziu sua recomendação de investimento sobre o país de overweight para neutra.
“Quanto ao que esperar dos fluxos futuros, o histórico não oferece muito alívio. […] Em todas as ocasiões, exceto uma (agosto de 2023), os fluxos permaneceram negativos nos 3 meses acumulados após o evento de ‘saída extrema’. Em todas as ocasiões, os resgates continuaram no mês seguinte à ‘saída extrema'”, diz o relatório.
O JP Morgan destaca não ver associação entre a saída de investidores e as eleições.
“Somos muito cautelosos ao associar fluxos a eventos domésticos, porque acreditamos (e já demonstramos no passado) que os fluxos estão muito associados a fatores externos, especialmente ao nível do Tesouro dos Estados Unidos e do dólar norte-americano”, pontua o banco.
“Por curiosidade, analisamos o que aconteceu com os fluxos em torno das eleições e as notícias são, em sua maioria, positivas. Os fluxos foram positivos nos 3 meses anteriores às eleições nas últimas 4 disputas e também foram positivos nos 3 meses posteriores às eleições em todas as ocasiões, exceto uma (2018)”, conclui.
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