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Custos com geração térmica mais que dobram e chegam a R$ 1,6 bi em julho

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

Os custos com geração termelétrica no SIN (Sistema Interligado Nacional) mais que dobraram em julho e chegaram a R$ 1,58 bilhão, segundo os dados do Boletim Mensal de Custos da Operação e Valoração da Segurança da Operação, divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O valor representa uma alta de R$ 935 milhões em relação a junho.

O aumento foi impulsionado pelo forte aumento dos gastos com usinas despachadas por inflexibilidade, que é a geração que precisa ocorrer independentemente de a usina ser a alternativa economicamente mais barata naquele momento, em razão de características técnicas ou compromissos previstos na operação e nos contratos.

O principal responsável pelo aumento foi o despacho por inflexibilidade, que custou R$ 1,42 bilhão em julho, R$ 1,17 bilhão a mais que no mês anterior. Essa modalidade respondeu por 89,9% de todo o custo de geração térmica no período.

De acordo com o ONS, somente a usina termelétrica GNA II respondeu por 55% dos custos associados à inflexibilidade no mês. Importante destacar que a a empresa comunicou no dia 19 de agosto que paralizou suas operações após uma falha de equipamento.

O movimento ocorreu na direção oposta ao observado nos despachos por ordem de mérito. Os custos dessa modalidade recuaram R$ 235 milhões frente a junho, para R$ 127 milhões.

Custo por MWh também sobe

O aumento da geração por inflexibilidade também levou a uma forte elevação do custo unitário da operação. O custo médio de cada megawatt-hora de geração térmica e importação passou de R$ 156,94/MWh em junho para R$ 302,82/MWh em julho, de acordo com o histórico apresentado pelo operador.

O ONS diz que o crescimento dos custos da operação em relação ao mês anterior foi impulsionado justamente pelos maiores gastos com geração térmica por inflexibilidade.

Apesar do aumento do custo térmico, não houve despacho por garantia da segurança energética em julho. Segundo o operador, essa modalidade não é utilizada desde maio deste ano.

Também não houve importação comercial de energia da Argentina ou do Uruguai durante o mês.

Exportações geram mais de R$ 585 milhões

Ao mesmo tempo em que os custos térmicos aumentaram no mercado brasileiro, parte das usinas permaneceu exportando energia aos países vizinhos.

A geração térmica foi exportada para a Argentina durante todos os dias de julho e para o Uruguai em oito dias do mês. O ONS estima que essas operações proporcionaram receita de R$ 523,3 milhões às empresas. Também houve exportação de excedentes de geração hidrelétrica provenientes da redução de vertimento turbinável. Essa operação proporcionou receita estimada de R$ 62,1 milhões aos participantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE).

Somadas, as exportações térmicas e hidráulicas geraram aproximadamente R$ 585,4 milhões em receitas estimadas em julho.

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