Medalhista olímpica e uma das referências da Seleção Feminina de Vôlei, Rosamaria usou as redes sociais para defender a jogadora Tiffany. A atleta criticou a nova política da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que decidiu pelo banimento de atletas transexuais no esporte.
Em um longo texto publicado, Rosamaria abordou a “conveniência” em relação aos direitos LGBTQIA+.
“Não podemos, toda vez que avançarmos uma casa, retroceder outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo”, disse a atleta.
Para Rosamaria, é obrigação da sociedade encontrar meios que garantam os direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. “Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva”, argumentou.
Ela finalizou a mensagem apelando para o debate e a abertura para o aprendizado. “Esse é um assunto que deve ser debatido, conversado. A gente precisa ouvir, aprender. Nenhum de nós nasceu sabendo de tudo. O mais importante é estarmos abertos a evoluir e abrir a nossa mente dia após dia”, concluiu.
Confira o depoimento na íntegra
“Coincidentemente, semana passada eu e Gabi tivemos uma conversa bem interessante sobre muitas coisas que vêm acontecendo no nosso meio. Acho que ela traduziu muito bem nesse texto a ideia que trocamos.
De qual maneira vamos poder garantir que todas as mulheres, cis e trans, tenham os seus direitos respeitados e preservados em qualquer ambiente? Seja ele amoroso, familiar, profissional, esportivo? Não podemos, toda vez que avançarmos uma casa, retroceder outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo.
É nossa obrigação como sociedade encontrar os meios que garantam esses direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva.
Esse é um assunto que deve ser debatido, conversado. A gente precisa ouvir, aprender. Nenhum de nós nasceu sabendo de tudo. O mais importante é estarmos abertos a evoluir e abrir a nossa mente dia após dia. Acima de tudo, QUERER ser melhor pra gente e pro outro, aprendendo de qual maneira vamos transformar o nosso mundo em um lugar inclusivo e igualitário.”
Entenda a nova política da CBV
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou, na sexta-feira (14), a adesão à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que limita a elegibilidade na categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.
Esta nova regra, alinhada com o COI, exige que as jogadoras apresentem teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino.
O posicionamento de Rosamaria reforça a manifestação de outras atletas de peso, como Gabi Guimarães e Sheilla, que já haviam se manifestado a favor de Tiffany. Douglas Souza, atleta do vôlei masculino, também defendeu a colega de profissão.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.
Bicampeã olímpica de vôlei revela briga com Zé Roberto: “Um ano sem falar”

