O MPPR (Ministério Público do Paraná) denunciou uma médica que era diretora técnica da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica de um hospital de Campina Grande do Sul por homicídio culposo contra seis crianças e recém-nascidos. A denúncia foi oferecida em 14 de agosto e recebida pelo Judiciário na segunda-feira (17).
Segundo o promotor de Justiça Éder Teodorovicz, a médica não teria observado regras técnicas da profissão e teria se omitido na fiscalização e na aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança. As mortes ocorreram entre maio e julho de 2024.
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De acordo com a denúncia, os óbitos foram provocados por choque séptico e falência múltipla de órgãos, associados a uma contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes na UTI.
A investigação apontou práticas que, segundo o MPPR, contribuíram para a contaminação cruzada no setor. Entre elas estão a reutilização de luvas de procedimento entre pacientes diferentes, falhas de higiene, incluindo a falta de banho, e o manuseio inadequado de tubos de intubação, acessos venosos e fraldas das crianças.
O MPPR sustenta que a médica, responsável pela direção técnica da unidade, tinha o dever de fiscalizar a aplicação dos protocolos e que a omissão teria permitido a manutenção dessas práticas.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a fixação de reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família das vítimas.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

