O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Leandro Grass, buscou afastar a imagem negativa do partido no estado e, em especial, da gestão de Agnelo Queiroz, que governou o DF entre os anos de 2011 e 2015, durante entrevista concedida à CNN nesta quarta-feira (19).
“Então, existe um legado, existe um conjunto de entregas à população que, talvez, por alguma razão ou outra, não foram devidamente anunciados e comunicados”, disse.
Queiroz hoje compõe a chapa de Grass como candidato a deputado federal. Em 2014, quando buscou a reeleição como governador, ele registrou o terceiro pior desempenho de recondução a um cargo estadual no Brasil, desde 1998, quando o sistema de reeleição voltou a existir. Naquele pleito, o petista ficou em terceiro lugar na disputa, com 20,07% dos votos, não concorrendo ao segundo turno.
O candidato atribuiu o descontentamento dos eleitores da região à falta de comunicação acerca dos projetos entregues durante o período. Ainda segundo Grass, muitas das entregas do ex-governador não foram mantidas pelos sucessores, além da descontinuidade em obras e programas implementados no período, como projetos de assistência social.
Ao ser questionado sobre as investigações contra Queiroz e acusações enfrentadas nos últimos anos, Grass afirmou que o político foi “bastante perseguido”. Ao comentar a inocência do colega de sigla, o candidato também falou da importância do ex-governador nas articulações de um futuro governo.
“O Agnelo foi, sim, bastante perseguido e eu digo que hoje ele está inocentado. Os processos contra o Aguinaldo foram todos solucionados, tanto que ele é candidato a deputado federal. O papel que o Aguinaldo vai exercer no que vem, ganhando a eleição, vai ser na Câmara Federal, contribuindo para o presidente Lula fazer o seu quarto e último mandato”, completou.
*Sob supervisão de João Ker

