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Hexagon vê Brasil como mercado estratégico para divisão agrícola

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Hexagon vê Brasil como mercado estratégico para divisão agrícola

A Hexagon, multinacional sueca de tecnologia, considera o Brasil um dos principais mercados para o crescimento de sua divisão de agricultura nos próximos anos, apoiada pela expansão do agronegócio brasileiro e pelo ganho de relevância do país na produção global de grãos e no setor florestal.

Segundo Bernardo de Castro, presidente da divisão de Agricultura da companhia, o país tem atraído atenção para investimentos da empresa em tecnologia e soluções voltadas à eficiência das operações no campo.

A divisão de agricultura da companhia sueca de capital aberto atua no Brasil em três frentes principais: sistemas avançados de navegação para máquinas agrícolas, tecnologias de controle de máquinas e soluções de planejamento, otimização e monitoramento voltadas principalmente a grandes operações agrícolas.

Para Castro, a amplitude do portfólio é um dos principais diferenciais competitivos da empresa no mercado brasileiro. As soluções abrangem desde o planejamento das operações de grandes produtores até a automação de máquinas e o monitoramento de frotas, permitindo à companhia atuar em diferentes etapas da operação agrícola.

“A amplitude das nossas soluções realmente é única”, afirmou o executivo, destacando também a experiência de mais de duas décadas em algumas das tecnologias e o relacionamento com grandes empresas do setor.

Operação no Brasil

A Hexagon mantém duas estruturas principais no país. Em Florianópolis (SC), a companhia possui uma unidade fabril responsável pela produção de parte das soluções de controle de máquinas. A unidade atende o mercado doméstico e também exporta seus produtos.

Já o escritório de Ribeirão Preto (SP) concentra atividades comerciais, com foco especialmente no mercado sucroenergético, além de contar com capacidade de desenvolvimento de software.

A companhia também mantém equipes de vendas e suporte técnico distribuídas pelas principais fronteiras agrícolas brasileiras. De acordo com Castro, a estrutura atual permite atender todo o território nacional e sustentar a expansão da divisão no país.

Tecnologia para reduzir custos

Entre as tecnologias oferecidas pela divisão estão sistemas capazes de planejar e otimizar operações agrícolas de grande escala. Em propriedades com centenas de máquinas e atividades que precisam ser realizadas em janelas de tempo reduzidas, os softwares consideram variáveis como deslocamento de equipamentos, disponibilidade de pessoal, condições climáticas e momento adequado para a execução das tarefas.

Segundo Castro, a combinação dessas informações permite otimizar o sequenciamento das operações e reduzir custos logísticos, com impactos sobre o consumo de combustível e a alocação de recursos.

Outra frente é o controle de máquinas, que inclui sistemas de piloto automático instalados em tratores, colhedoras e pulverizadores. A tecnologia permite maior precisão na navegação dos equipamentos, reduzindo o pisoteio das lavouras e a sobreposição na aplicação de insumos.

A empresa também trabalha com controladores de dosagem, que buscam garantir que fertilizantes e outros insumos sejam aplicados nas quantidades adequadas e nos locais corretos. A tecnologia ganha relevância em um cenário de pressão sobre os custos de produção, segundo o executivo.

Precisão de centímetros

A terceira frente envolve sistemas avançados de posicionamento geográfico. Diferentemente das aplicações convencionais de GPS utilizadas em celulares e veículos, as soluções voltadas à agricultura exigem maior precisão para permitir a automação de máquinas e operações no campo.

De acordo com Castro, os sistemas da Hexagon trabalham com precisão de aproximadamente 1 a 3 centímetros. Para alcançar esse nível, são combinados equipamentos específicos, softwares e outras tecnologias de posicionamento.

O executivo afirma que as tecnologias de posicionamento utilizadas pela companhia também têm aplicações em setores como mineração, aviação e defesa, classificados pela empresa como mercados de “missões críticas”.

Brasil como aposta de longo prazo

Castro reforçou que a agricultura está entre as divisões da Hexagon com foco crescente. Para ele, a posição do Brasil na produção de grãos e a competitividade do setor florestal sustentam a perspectiva de expansão da companhia no país.

“O Brasil, especificamente, tem uma atratividade grande no foco dos investimentos”, afirmou. Segundo o executivo, o país está entre os principais mercados considerados pela Hexagon para o crescimento de seus produtos voltados à agricultura nos próximos anos.

A estratégia, segundo Castro, é concentrar os investimentos principalmente no desenvolvimento tecnológico, buscando criar soluções que possam ser aplicadas a diferentes segmentos da agricultura brasileira. A companhia considera que as três frentes de atuação, a navegação, controle de máquinas e planejamento e monitoramento de operações, possuem características e ciclos de crescimento próprios, mas permanecem igualmente relevantes para a expansão do negócio.

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