Os Estados Unidos criticaram os ataques israelenses a uma base aérea síria na madrugada desta terça-feira (18).
“Estamos profundamente preocupados com o fato de que os ataques aéreos israelenses confirmados à Base Aérea de Abu al-Duhur constituem uma escalada desnecessária que não promove a estabilidade regional”, disse o enviado da administração Trump para a Síria, Tom Barrack.
Ele acrescentou que Washington estava incentivando todas as partes a priorizar o “diálogo racional” em detrimento de novos incidentes militares.
Israel não confirmou ter realizado os ataques à base aérea, que fica perto de Idlib, no noroeste da Síria, e conta com poucas aeronaves em condições de operação.
Barrack afirmou na rede social X que o governo de Damasco não adotou uma postura agressiva nem manteve forças por procuração (*proxy forces*). “Na verdade, ele indicou repetidamente uma preferência pela desescalada com Israel.”
O Ministério das Relações Exteriores da Síria descreveu os ataques como “uma agressão injustificada, uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial da Síria e uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade na região”.
O ministério afirmou que Israel buscava “arrastar a região para mais tensão e instabilidade”.
Barrack mediou negociações diretas entre a Síria e Israel em um esforço para garantir a manutenção de uma trégua frágil, especialmente no sul da Síria, onde forças israelenses continuam a ocupar posições estratégicas em terreno sírio.
As duas partes ainda não chegaram a um acordo para uma solução de paz mais duradoura.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o líder sírio Ahmad al-Sharaa, que liderou uma revolta que derrubou o presidente de longa data Bashar al-Assad há 18 meses.

