A Gordon Murray Special Vehicles revelou oficialmente, durante a Monterey Car Week na Califórnia, o novo supercarro S1. Idealizado por Gordon Murray, projetista responsável pelo lendário McLaren F1 da década de 1990, o modelo surge como uma releitura moderna e utilizável do clássico, focada em grand touring (viagens de longa distância) e mantendo a filosofia de pilotagem analógica. A produção será estritamente limitada a 64 unidades no mundo.
Diferente do antecessor S1 LM, versão mais radical focada em circuitos e inspirada na vitória nas 24 Horas de Le Mans em 1995, o S1 dispensa o grande aerofólio traseiro fixo, o divisor de ar dianteiro profundo e as saias laterais proeminentes. Embora compartilhe a estrutura monocoque de fibra de carbono e a arquitetura de suspensão do modelo LM, todos os painéis exteriores da carroceria do S1 foram redesenhados.
O veículo adota um sistema de aerodinâmica ativa integrado ao difusor traseiro, que se ajusta em altas velocidades e frenagens sem depender de peças expostas. O visual traz acenos diretos à trajetória de Murray: os faróis de neblina redondos posicionados na tomada de ar inferior do para-choque e o desenho das rodas de liga leve com travamento central foram inspirados no carro de exibição do McLaren F1 apresentado em Mônaco, em 1992. Os retrovisores externos foram deslocados para as colunas A e integram câmeras discretas de visão traseira.
Engenharia do motor V12 e transmissão

O coração do S1 é um motor V12 de 4.2 L naturalmente aspirado, desenvolvido pela Cosworth, capaz de atingir 12.100 rpm. A unidade inclui componentes derivados de competição, como pistões leves com revestimento de carbeto de silício, válvulas e bielas de titânio e sistema de lubrificação por cárter seco:
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Potência e entrega de torque: gera até 690 cv de potência. A calibração foi modificada para entregar 80% do torque máximo a partir de 2.500 rpm e cerca de 500 Nm a 7.000 rpm, garantindo acelerações elásticas em velocidade de cruzeiro.
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Transmissão manual: câmbio manual de seis marchas com trambulador direto por cabo de engates precisos e relação de sexta marcha mais longa para rodovias.
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Cofre do motor: o compartimento exibe o sistema de escapamento feito em Inconel polido e isolamento térmico revestido em ouro 24 quilates, como mais uma reinterpretação da solução empregada no McLaren F1 de 1992.
Cabine central e ergonomia aprimorada

No interior, o S1 mantém a disposição de três assentos com o motorista em posição central. Para ajustar o veículo ao uso rodoviário diário, a cabine recebeu atualizações estruturais e ergonômicas:
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Conforto: aumento no isolamento acústico para redução de ruído e vibrações (NVH), bancos no formato GT com estofamento em couro e tecidos sob medida, além de um sistema de som leve exclusivo.
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Acesso: as novas portas com abertura diédrica abrem em um ângulo mais amplo para facilitar o embarque e desembarque. As janelas de acrílico do modelo LM foram substituídas por vidros convencionais de acionamento elétrico.
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Rodagem: a altura em relação ao solo foi elevada em 10 mm, os amortecedores ganharam calibração mais complacente e a direção hidráulica oferece assistência ajustável ao gosto do condutor.
Produção e exclusividade
Apesar de ter uma produção superior à do restrito S1 LM (que teve apenas cinco unidades fabricadas, com a primeira arrematada em leilão por mais de 100 milhões de reais), o S1 terá 64 exemplares produzidos, volume equivalente a mais da metade de toda a frota original de rua do McLaren F1.
A fabricante confirmou que todas as unidades já foram reservadas por clientes, mantendo os preços finais sob sigilo.
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