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Caiado diz que usará Coaf contra lavagem de dinheiro em bets e fintechs

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (18) que pretende utilizar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para acompanhar operações de casas de apostas e fintechs caso seja eleito. Segundo o ex-governador de Goiás, a medida faria parte de seu plano de governo na área de segurança pública.

O Coaf é o órgão de inteligência financeira do governo federal responsável por receber, analisar e disseminar informações sobre operações financeiras que possam indicar lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

Eu terei sob meu comando o Coaf, que acompanha todas as operações financeiras, junto com a Receita Federal. Eu saberei identificar, centavo a centavo, esse segmento que hoje gera muita riqueza no país e também saberei implantar políticas sociais para as pessoas que estão vinculadas a essa estrutura do mercado”, disse Caiado durante o “Encontro com os Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil”, promovido pela UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília.

Caiado afirmou que apostas e fintechs estariam sendo utilizadas para lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico e de corrupção. O candidato disse ainda que as bets estão causando um “tumulto muito grande” e “destruindo famílias” no país.

O dinheiro das bets está acabando com a renda das pessoas. Isso é uma doença que está desestruturando as famílias. Isso está tomando conta de todo o espaço. Isso é um lado que empobrece o mercado“, afirmou. Segundo ele, as apostas estão contribuindo para episódios de violência doméstica.

O ex-governador de Goiás disse que pretende concentrar a atuação inicialmente nas empresas que operam de forma ilegal e, em seguida, no que classificou como um nível elevado de patrocínio e publicidade das apostas.

Vamos inibir a publicidade e dar um tratamento rigoroso a essas práticas que estão destruindo nossas famílias”, disse.

Trabalho e juros

Na sabatina, Caiado também foi questionado sobre emprego, produtividade e relações de trabalho. Ele defendeu a criação de um ambiente que estimule empresas a contratar e criticou o nível dos juros no país.

“Com a continuidade dos juros a uma taxa alta, as pessoas estão sobrevivendo e os empresários pensam duas vezes antes de investir“, disse.

Segundo Caiado, o contexto de juros elevados faz com que empresários tenham de escolher entre investir ou manter recursos aplicados no mercado financeiro.

Caiado também criticou o aumento das despesas públicas e afirmou que o governo federal estaria ampliando gastos sem que houvesse uma situação de guerra ou calamidade que justificasse determinadas operações de crédito.

O candidato afirmou que, caso eleito, pretende limitar o crescimento das despesas e trabalhar para entregar ao final do mandato uma dívida pública menor.

O estado não pode continuar gastando como está gastando. É o gasto que faz a taxa de juros subir. A nossa proposta é o crescimento do PIB [Prodtuo Interno Bruto] não ser atingido pelas despesas. O meu gasto estara limitado a 40% ou 50% do PIB. Vamos entregar uma Inflação de 4% e taxa de juros em 6 ou 7%. O que permite os investimentos para os empresários”, afirmou.

Durante a discussão, Caiado foi questionado sobre uma eventual desoneração da folha de pagamentos, mas evitou apresentar uma proposta específica e disse que não faria uma promessa sem antes estudar o tema.

“Esse debate de desonerar folha eu não faço sem estudar o tema. Se eu estou com um paciente grave, eu vou enfiar a mão e conter o sagramento e depois vou tratar do resto. Eu estou diante de um país como um das crises mais graves”, disse.

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