O Tribunal Regional Federal da 3° Região concedeu, nesta segunda-feira (17), habeas corpus ao influenciador Bruno Alexssander, conhecido nas redes sociais como “Buzeira”.
À CNN Brasil, a defesa de Bruno, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, informou que o pedido de liberdade ocorre mediante a fixação de medidas cautelares.
“Os fatos objeto da denúncia oferecida pelo MPF em desfavor de Bruno serão devidamente esclarecidos no bojo do devido processo legal, de modo que a defesa se manifestará nos autos da ação penal no momento processual oportuno, deixando de tecer comentários a respeito das imputações que lhe são dirigidas, em respeito ao segredo de justiça”, reforçou a defesa.
O influenciador está preso desde 14 de outubro de 2025, após uma operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro com o uso de bets vinculado ao tráfico internacional de drogas.
“Buzeira” acumula mais de 15 milhões de seguidores nas suas redes sociais, e ganhou destaque após arrecadar mais de R$ 1 milhão com a brincadeira do “corte da gravata” durante seu casamento.
A CNN Brasil entrou em contato com o MP e aguarda retorno.
Denuncia do MP
Em junho deste ano, o Ministério Público Federal denunciou Bruno Alexssander por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Para o MPF, o influenciador é o “principal alvo” no inquérito que investiga rifas clandestinas e fraudes na internet. Ele ainda teria indícios de ligação com tráfico internacional de drogas e facções criminosas.
O Tribunal de Justiça Federal, da 5ª Vara Federal de Santos, aceitou a denúncia e determinou que a Polícia Federal analise o inquérito junto com as investigações da Operação Narco Bet.
A denúncia, apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPF, alega que Bruno seria o chefe de um esquema estruturado.
O MPF argumenta que o influenciador utilizaria suas redes sociais para promover sorteios informais de bens de luxo, como mansões e carros importados.
As investigações apontam que essa rifas poderiam ser falsas. Quando os números sorteados não eram vendidos, o prêmio era atribuído a “ganhadores laranjas” para que o bem permanecesse com o organizador.
O ministério acusa Buzeira de rifas clandestinas, promoção de sorteios sem autorização legal ou fiscalização e estelionato, fraude na arrecadação de valores e na realização dos sorteios.
Na denúncia, o influenciador é acusado também de ligação com organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O Tribunal de Justiça Federal acolheu a denúncia do MPF e determinou que a Polícia Federal analise o inquérito junto com as investigações da Operação Narco Bet, para evitar a fragmentação das provas.
*Sob supervisão de AR.
