A subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, acusou o Brasil de impor “censura” após a rede social X anunciar alterações em seu algoritmo para cumprir a legislação eleitoral brasileira.
Em publicação nas redes sociais no domingo (16), Rogers reagiu ao comunicado do X, criticando a transparência algorítmica da plataforma e classificando as mudanças como “censura”.
This kind of algorithmic transparency is exactly what many regulators claim to want. It marks Brazil-mandated censorship, too: https://t.co/zTnq4W9nB2
— Under Secretary of State Sarah B. Rogers (@UnderSecPD) August 16, 2026
“Esse tipo de transparência algorítmica é exatamente o que muitos reguladores afirmam querer. Ela também marca a censura imposta pelo Brasil”, escreveu Rogers.
Mudanças no X
Na sexta-feira (14), o X anunciou atualizações sobre como “como os pesos de ranqueamento realmente funcionam” e “um novo filtro exigido para a eleição de 2026 no Brasil”.
De acordo com a plataforma, a legislação eleitoral brasileira exige que provedores que usam sistema de recomendação excluam das recomendações as contas oficiais de candidatas e candidatos registradas na Justiça Eleitoral e as publicações dessas contas.
Dessa forma, no X, essas contas e seus posts não serão mais recomendados na aba “Para Você” durante o período eleitoral a não ser que o usuário explicitamente siga a conta.
A plataforma destaca que os candidatos oficiais não estão suspensos e seu conteúdo vai permanecer disponível em seus perfis. Essa medida deverá afetar a visibilidade e alcance dos perfis e de seus conteúdos.
“Estamos implementando essa medida para o estrito cumprimento da Resolução TSE nº 23.610/2019. Não é sanção nem mudança das regras do X. Estamos comprometidos em estabelecer um novo padrão de transparência sobre nossos algoritmos”, disse a rede social.

