A presidente executiva do Santander, Ana Botín, reiterou nesta segunda-feira (17) importância do Brasil para os negócios do grupo espanhol. No primeiro semestre, a subsidiária brasileira respondeu pelo segundo maior lucro da instituição financeira, atrás apenas da Espanha.
“O Brasil segue absolutamente central para o nosso modelo”, ressaltou, durante discurso transmitido por videoconferência à conferência anual do banco, em São Paulo.
Botín disse que o Santander tem buscado diversificar as operações do ponto de vista geográfico.
Segundo ela, o banco deve concluir a compra do americano Webster Bank, que já recebeu aval do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). “Nos vemos como uma ponta entre as Américas do Sul e do Norte e também entre a Europa e as Américas”, comentou.
A executiva acrescentou que vê o Brasil como um potencial líder na inteligência artificial, assim como o próprio banco. “Mas eu sei que, no fim das contas, uma das coisas que não vai mudar é a confiança, a forte disciplina, a sólida gestão de riscos e o planejamento em termos de responsabilidade”, garantiu.
Para analistas, a operação deve reduzir a liquidez do papel na Bolsa, mas representa um voto de confiança da matriz nos negócios locais.
No segundo trimestre, o banco viu o lucro despencar para R$ 3 bilhões, diante do aumento das provisões contra inadimplência.

