A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou neste domingo (16) que, com a nova descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, o Brasil pode ter capacidade para alcançar a quinta posição em produção de petróleo mundial. Atualmente, o país segue na 7ª posição.
“Essa colocação foi graças ao pré-sal. Com a descoberta [na Foz do Amazonas], teremos força para reposição de reservas a fim de manter o Brasil nesse patamar de relevância. Mas o que almejamos é alcançar a sexta e até a quinta posição nesse ranking”, disse à CNN Brasil.
A presidente ainda confirmou não só a presença da commodity no poço perfurado, mas também que a estatal já possui amostras desse petróleo em mãos. Chambriard acredita que a descoberta é “absolutamente relevante” e que essa será uma nova fronteira para o país, sobretudo no estado do Amapá.
“Além de confirmar todos os nossos estudos, essa notícia aquece muito a região do Amapá. Nós teremos petróleo na costa do estado em 6 ou 7 anos, trazendo propostas de investimentos que até hoje não foram feitas da mesma forma que no Sudeste do Brasil”, adiciona.
Magda salienta, no entanto, que a presença desse petróleo não significa, ainda, uma descoberta comercial da commodity. É preciso perfurar o poço morfo até a sua base, além dos demais poços, para que a empresa confirme a quantidade de petróleo real na região.
A boa notícia, segundo Chambriard, é que, junto do poço perfurado, a liberação para exploração de outros poços de limitação já está em tramitação. A presidente adiciona também que este é o maior plano de emergência individual para perfuração de águas profundas do planeta.
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