O advogado criminalista Matheus Mayer Milanez renunciou à candidatura a deputado federal pelo Distrito Federal pelo partido Republicanos. O pedido foi protocolado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última sexta-feira (14).
No documento, ao qual a CNN teve acesso, Milanez diz que, “por razões de foro íntimo e de forma inteiramente livre, voluntária e consciente, declaro a minha expressa renúncia ao referido pedido de registro de candidatura, em caráter irrevogável e irretratável”.
Procurado pela CNN, o Republicanos informou que “a renúncia será formalizada e tornada pública em breve”.
Matheus Mayer Milanez ganhou notoriedade após atuar na defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo de Jair Bolsonaro (PL), no STF (Supremo Tribunal Federal), durante o julgamento da trama golpista. Na época, o advogado chegou a viralizar nas redes sociais ao pedir para que a sessão do dia seguinte começasse mais tarde para que ele pudesse jantar.
Medida protetiva
A renúncia à candidatura se deu pouco depois de a Justiça do Distrito Federal conceder medidas protetivas de urgência contra o advogado após acusações de agressão contra a companheira em contexto de violência doméstica. A decisão foi publicada pelo Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na última quarta (12).
A vítima, que está grávida de 10 semanas, relatou manter um relacionamento com Milanez há dois anos e disse já ter passado por episódios anteriores de agressões. De acordo com o documento, esta é a primeira ocorrência formal apresentada contra o advogado.
A Justiça, então, determinou que o agora ex-candidato não mantenha contato com a vítima por nenhum meio e permaneça a uma distância mínima de 300 metros dela. Conforme a decisão, o descumprimento das determinações pode levar à decretação de prisão preventiva.
A defesa do advogado afirmou que ele tomou conhecimento da medida protetiva por meio da imprensa e nega, “de forma categórica”, qualquer agressão contra a ex-companheira.
“Nego, de forma categórica, qualquer prática de agressão. Como advogado criminalista, conheço e respeito o devido processo legal, e é exatamente nele, dentro dos autos e com as provas, que essa questão será esclarecida”, disse em nota.

