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Justiça manda bloquear R$ 1 bi por suspeita de fraude na iluminação de SP

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Justiça manda bloquear R$ 1 bi por suspeita de fraude na iluminação de SP

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou o bloqueio de R$ 1,02 bilhão em bens de agentes e ex-agentes públicos e de empresas suspeitos de fraudar a licitação do contrato de iluminação pública de São Paulo. A decisão foi tomada pelo desembargador Borelli Thomaz na sexta-feira (14).

O valor corresponde à soma de R$ 513,3 milhões de suposto prejuízo aos cofres públicos e de multa de igual valor. A medida atende parcialmente a um pedido do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), que aponta suspeitas de fraude no processo de licitação da parceria público-privada.

São alvos da decisão:

  • João Manoel da Costa Neto, diretor-presidente da SP Regula;
  • Denise Maria Ayres de Abreu, ex-diretora do Ilume;
  • Marcos Rodrigues Penido, ex-secretário municipal de Serviços e Obras;
  • FM Rodrigues & Cia. Ltda.;
  • CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica Ltda.; e
  • Concessionária Iluminação Paulistana SPE S.A.

A investigação envolve a concorrência internacional aberta em 2015 para a concessão dos serviços de iluminação pública da cidade. Segundo o Ministério Público, atos administrativos teriam retirado o Consórcio Walks da disputa e favorecido o grupo integrado pela FM Rodrigues.

Na decisão, o desembargador cita depoimentos, gravações e documentos reunidos ao longo das investigações e afirma haver elementos que indicam possíveis irregularidades na condução da licitação.

Borelli Thomaz também destacou que uma decisão anterior do próprio TJ-SP declarou inválidos os atos que levaram à exclusão do Consórcio Walks. Essa decisão transitou em julgado em dezembro de 2024.

Pedido atendido parcialmente

Além do bloqueio de bens, o Ministério Público de São Paulo pediu outras medidas à Justiça:

  • o afastamento de João Manoel da Costa Neto da presidência da SP Regula;
  • a conclusão da licitação da PPP de iluminação pública, com a reinclusão do Consórcio Walks;
  • o cancelamento do atual contrato de concessão e do aditivo que incluiu serviços semafóricos;
  • a realização de uma nova licitação para esses serviços.

Na decisão de sexta-feira, porém, o TJ-SP aceitou apenas o pedido de bloqueio de bens. Os demais pontos não foram concedidos neste momento.

A medida é cautelar e não representa condenação definitiva. A CNN tenta contato com os citados e mantém o espaço aberto para manifestações.

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