O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “jamais pediria desculpas” por realizar uma ação militar contra o Irã, argumentando que o aumento nos preços da gasolina valeu a pena em sua tentativa de impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.
“Quando vocês pagarem um pouquinho a mais pela gasolina, lembrem-se de que estão fazendo isso para que um país muito maligno não consiga — um país que é, na verdade, o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo — não queremos que eles tenham uma arma nuclear. Então, lembrem-se disso quando tiverem de pagar um pouco mais”, disse Trump em um evento no Condado de Nassau, Nova York, nesta sexta-feira (14).
Ele minimizou o impacto financeiro da guerra para os americanos, afirmando que sua decisão de atacar o Irã foi a “correta”.
“O preço está em 4 dólares. Tudo bem. Quer dizer, é… eu não… eu jamais pedirei desculpas. Fiz a coisa certa”, disse ele.
Poucas horas antes, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt — que está de saída do cargo —, afirmou que os objetivos de manter baixos os preços da gasolina e garantir que o Irã jamais possua uma arma nuclear são igualmente importantes para o presidente; isso representa uma aparente mudança de discurso em relação ao foco inicial da administração na questão nuclear.
A média nacional da AAA (Associação Americana de Automobilismo) para o galão de gasolina comum estava em US$ 4,07 na sexta-feira, um aumento em relação aos US$ 3,85 de um mês atrás e aos US$ 3,16 de um ano atrás.
Ao longo da guerra, Trump argumentou que preços mais altos da gasolina são um preço pequeno a pagar para garantir que o Irã não obtenha uma arma nuclear.
No entanto, em uma pesquisa recente da CNN, 74% dos americanos disseram que a guerra não valeu o custo em vidas americanas nem o ônus financeiro para o governo dos EUA.
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