A JBS destacou o desempenho do mercado interno brasileiro e a estratégia de diversificação das vendas de carne bovina entre os fatores que sustentaram o resultado da operação no segundo trimestre de 2026.
A companhia afirmou que vem ampliando iniciativas comerciais com grandes redes varejistas e buscando equilibrar os volumes destinados ao mercado doméstico e às exportações para proteger margens.
A operação brasileira registrou receita de US$ 4,585 bilhões no trimestre, alta de 28% em relação aos US$ 3,581 bilhões do mesmo período de 2025.
O EBITDA ajustado chegou a US$ 269 milhões pelo IFRS, com margem de 5,9%, o maior resultado para um segundo trimestre da operação.
Segundo a companhia, a estratégia comercial no Brasil tem sido direcionada para maximizar o valor de cada animal e aproveitar as oportunidades nos diferentes canais de venda.
A JBS destacou especialmente o desempenho do portfólio voltado para churrasco e a expansão de iniciativas comerciais com grandes varejistas.
O mercado doméstico é considerado pela companhia uma importante vantagem competitiva, principalmente pela presença de marcas e pelo relacionamento de longo prazo com os clientes.
Ao comentar os resultados, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa vem reorganizando sua estrutura operacional e está confiante nos efeitos das mudanças implementadas.
“Apesar de operarmos em um ambiente desafiador, reorganizamos nossa estrutura operacional e estamos muito confiantes nos resultados dessas mudanças”, afirmou Tomazoni durante a teleconferência de resultados.
A estratégia não está restrita ao mercado doméstico. Segundo a JBS, a operação brasileira também foi beneficiada pela demanda de exportação durante o trimestre, em um momento de oferta mais limitada de carne bovina em diferentes regiões do mundo.
China continua importante
A China permanece como um dos principais destinos da carne bovina brasileira, mas a JBS afirmou que a estratégia é evitar uma concentração excessiva das vendas em um único mercado.
A companhia explicou que busca equilibrar os volumes destinados à China, a outros mercados internacionais e ao mercado brasileiro. O objetivo é direcionar os produtos para os mercados com melhores retornos e, dessa forma, proteger as margens.
“A China continua sendo um destino importante. As recentes mudanças nos fluxos comerciais reforçam a importância de manter uma exposição equilibrada entre os mercados de exportação e o mercado doméstico”, afirmou a companhia durante a teleconferência.
A avaliação da empresa é que a diversificação permite maior flexibilidade comercial em um cenário de mudanças nos fluxos internacionais de carne bovina.
Demanda global sustenta mercado
Para Tomazoni, apesar das diferenças entre os mercados, os fundamentos globais da carne bovina continuam favoráveis.
“Os fundamentos globais da carne bovina permanecem construtivos. A oferta é limitada em várias regiões, mas a demanda continua resiliente, e nossa presença global permite direcionar produtos para os mercados de maior retorno”, disse o executivo.
Na avaliação da JBS, essa combinação entre oferta restrita e demanda firme cria oportunidades para empresas com presença em diferentes mercados e capacidade de redirecionar os produtos conforme as condições comerciais.
Brasil tem maior disponibilidade de gado
A JBS também afirmou que a disponibilidade de gado no Brasil apresentou melhora durante o trimestre. Segundo a companhia, o foco tem sido aumentar o valor capturado por animal por meio da integração entre a operação industrial, a área comercial e os diferentes canais de distribuição.
O resultado da operação brasileira ocorreu mesmo em um cenário de preços elevados do gado. Ainda assim, a companhia registrou o maior EBITDA para um segundo trimestre, com US$ 269 milhões pelo IFRS.
A empresa avalia que a combinação entre maior disponibilidade de animais, demanda externa e uma estratégia comercial mais disciplinada contribuiu para o desempenho da operação.
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