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Cafeicultores colombianos prometem reconstrução rápida após sismo

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Cafeicultores colombianos prometem reconstrução rápida após sismo

Um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira causou impactos severos na principal região produtora de café do país, conhecida como “Eixo Cafeiro” ou “Coração do Café”.

A tragédia, além do elevado número de vítimas, levantou preocupações profundas sobre os efeitos econômicos para os produtores locais e para o mercado internacional de café.

A região afetada concentra 840 mil hectares de cultivo de café arábica lavado, produto pelo qual a Colômbia é reconhecida como o maior produtor da América Latina.

Segundo Isadora Camargo, âncora de Agro da CNN, “a Colômbia depende do café para viver, economicamente falando”, e muitos países ao redor do mundo dependem da importação desse produto.

Departamentos afetados e danos à infraestrutura

O “Eixo Cafeiro” é formado por três departamentos — equivalentes a estados no Brasil: Caldas, Risaralda e Quindio.

Caldas concentra sozinha 75% das exportações de café colombiano e também abriga grande parte do beneficiamento e processamento do produto.

A cidade de Pereira, capital de Risaralda, foi uma das mais atingidas pelo tremor, com 93 mortes registradas.

As estradas da chamada “Rota do Café”, responsáveis pelo escoamento da produção até os portos, tiveram a circulação interrompida nos primeiros dias após o sismo. Segundo Isadora Camargo, as vias voltaram a operar parcialmente no momento da reportagem.

A analista informou ainda ter conversado com um representante da Federação Nacional do Café, que relatou não ser possível ainda monitorar o número exato de produtores afetados nem identificar quantas das mais de 200 mortes registradas envolvem trabalhadores do setor.

Impactos no mercado internacional

Os efeitos do terremoto já se fizeram sentir no mercado financeiro global. “Já está abalado”, afirmou Isadora Camargo, explicando que o preço do café na Bolsa Internacional de Nova Iorque já havia subido em resposta à preocupação com o volume de produção colombiana.

A Colômbia produziu 15 milhões de toneladas de café no ano anterior, um recorde. Somente na região diretamente atingida, mais de um milhão de toneladas estão comprometidas.

Além dos danos imediatos, há preocupação com a continuidade da atividade cafeeira a longo prazo. “São pessoas que vivem do plantio há mais de décadas e com essas mortes pode ser que não tenha sucessão”, alertou a analista.

Ainda assim, Isadora Camargo destacou uma mensagem de esperança transmitida pelos próprios cafeicultores colombianos: em tradução livre do espanhol, eles disseram que “a terra tremeu, mas vão se juntar para refazer isso muito rapidamente”.

Como referência histórica, após um terremoto de magnitude 6,2 ocorrido em 1999, as plantações de café se recuperaram em dois anos e meio — um período considerado relativamente rápido para o ciclo da safra cafeeira.

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