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Análise: Ala do governo resistia a processo de reciprocidade contra os EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Análise: Ala do governo resistia a processo de reciprocidade contra os EUA

O governo brasileiro deu início ao processo de reciprocidade contra os Estados Unidos após a aplicação de um tarifaço que impôs 25% extras sobre uma série de produtos brasileiros importados pelos americanos. Segundo apuração da âncora da CNN Débora Bergamasco ao CNN 360°, uma ala interna do governo resistia fortemente a tomar esse caminho — e a iniciativa ficou travada por quase um mês antes de avançar.

De acordo com a jornalista, no próprio dia do anúncio das tarifas, o Brasil já havia reagido por meio de nota oficial, declarando a intenção de usar a lei da reciprocidade para mitigar os efeitos do tarifaço americano.

No entanto, a medida não saiu do lugar. “Essa ideia ficou travada em burocracias”, relatou Bergamasco, com base em fontes do governo, da diplomacia e de outros ministérios.

Divisão interna no governo

A resistência partia de um grupo com maior proximidade ao mercado brasileiro — uma ala que dialoga diretamente com empresários e que compartilhava as preocupações do setor privado.

Segundo a apuração, o mercado temia que os impactos nos preços dos produtos importados dos Estados Unidos pudessem prejudicar a produção nacional.

Além disso, tanto os exportadores sobretaxados quanto esse grupo governamental receavam que uma medida com caráter retaliativo pudesse atravancar as negociações para reduzir ou eliminar o tarifaço vigente, deteriorando ainda mais as relações bilaterais.

Por outro lado, uma ala mais ligada à diplomacia brasileira defendia que os canais de negociação continuariam abertos, mesmo que não tenham funcionado de forma eficaz durante as investigações conduzidas pelo USTR com base na Seção 301 — processo que culminou na imposição das tarifas extras de 25%.

Para esse grupo, o atraso de um mês para dar início ao processo de reciprocidade representava uma demonstração de fraqueza por parte do Brasil.

Despacho com Lula desbloqueia a medida

O impasse foi resolvido no fim da última quinta-feira (13), após um despacho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A partir desse encontro, foi possível liberar a nota que formalizou o início do processo de consultas para avaliar a aplicação da lei da reciprocidade em relação aos Estados Unidos.

“Uma ala resistindo e outra ala que conseguiu romper esse cadeado e fazer o negócio andar”, resumiu Bergamasco.

A legislação de reciprocidade é relativamente recente: foi aprovada pelo Congresso Nacional há pouco mais de um ano.

O processo agora iniciado representa os primeiros passos formais do Brasil em direção a uma possível resposta às tarifas impostas pelo governo do presidente americano, Donald Trump, que completam um mês nesta data.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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