O açúcar recuou nesta sexta-feira (14), pressionado por movimentos de liquidação antes do fim de semana. O contrato para entrega em outubro, negociado em Nova York, caiu 1,31% e fechou a 16,60 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços do açúcar em Nova York e Londres sofreram pressão após os contratos atingirem, na quarta-feira, os maiores níveis em cerca de um ano e três meses.
Apesar da queda, o mercado encontrou suporte nas perspectivas de déficit global. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, a Czarnikow projetou um déficit de 2,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2027/28.
A consultoria estima que a produção mundial recue 0,7% na comparação anual, para 177 milhões de toneladas. A redução deve ser influenciada principalmente por problemas climáticos na Índia, na União Europeia e na Tailândia, além da menor área plantada com cana-de-açúcar e beterraba.
Café
O mercado de café fechouo dia em alta em Nova York, com os investidores acompanhando o ritmo da colheita no Brasil e os impactos do terremoto na Colômbia. O contrato para entrega em dezembro avançou 0,48%, para 3,38 dólares por libra-peso.
Segundo a Barchart, o ritmo mais lento da safra brasileira tem ajudado a sustentar as cotações. Dados da Safras & Mercado mostram que 90% da safra 2026/27 havia sido colhida até 12 de agosto, contra 97% no mesmo período do ano passado e 94% na média dos últimos cinco anos.
No arábica, o avanço da colheita chegou a 86%, abaixo dos 95% registrados um ano antes. Na Cooxupé, 74,6% da safra estava concluída até 7 de agosto, ante 80,4% no mesmo período de 2025.
Na Colômbia, o mercado avalia os efeitos do terremoto de magnitude 7,4 registrado na segunda-feira. O tremor atingiu, entre outras áreas, Caldas e Risaralda, regiões que concentram cerca de um quarto da produção colombiana de café.
Cacau
As cotações do cacau encerraram o pregão em alta em Nova York, apoiadas principalmente pela desvalorização do dólar. O contrato para entrega em setembro avançou 0,94%, para US$ 5.773 por tonelada.
Segundo a Barchart, o índice do dólar caiu 0,3% no dia, movimento que favorece as commodities negociadas na moeda norte-americana.
Apesar da alta, o cacau permaneceu próximo das mínimas recentes. Durante a semana, os preços atingiram o menor nível em duas semanas, pressionados pelas condições climáticas favoráveis na Costa do Marfim e em Gana.
O clima tem estimulado o florescimento dos cacaueiros e aumentado as expectativas para o início da colheita da principal safra, previsto para o próximo mês.
Na Costa do Marfim, maior produtor mundial, os embarques também indicam maior oferta. Dados divulgados na segunda-feira mostram que 2,11 milhões de toneladas de cacau foram entregues aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 2 de agosto de 2026, alta de 20% em relação ao mesmo período da temporada anterior.
Suco de laranja
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 1,56% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,45 por libra-peso.
Algodão
O mercado de algodão ganhou força nesta sexta-feira e encerrou a sessão com valorização em Nova York. O contrato para entrega em dezembro subiu 1,56%, para 84,80 centavos de dólar por libra-peso.
A alta veio em meio à recuperação dos contratos futuros, que registraram ganhos entre 96 e 133 pontos na maioria dos vencimentos, segundo a Barchart.
O movimento também foi favorecido pela queda do índice do dólar, cenário que tende a dar suporte às commodities cotadas na moeda norte-americana. O mercado acompanhou ainda os preços do petróleo bruto, negociados próximos de US$ 66 por barril.

