O contrato futuro do milho para dezembro encerrou o pregão desta quinta-feira (13) em queda de 1,82% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 4,72 por bushel.
Segundo a Granar, os contratos recuaram após investidores realizarem lucros depois da forte alta registrada na sessão anterior. O movimento também foi influenciado pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.
A previsão de novas chuvas para Iowa, centro de Illinois e Indiana favorece o desenvolvimento das lavouras e ajuda a definir o potencial produtivo da safra norte-americana.
O mercado também repercutiu as perspectivas de uma produção maior na América do Sul. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a Conab elevou a estimativa para a safra brasileira de milho 2025/2026 de 141,73 milhões para 142,96 milhões de toneladas.
A projeção para a segunda safra, a safrinha, passou de 109,43 milhões para 111,03 milhões de toneladas. Apesar do aumento na produção, a Conab manteve a estimativa de exportações em 46,5 milhões de toneladas.
Na sessão anterior, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projetou a produção brasileira de milho em 140 milhões de toneladas e as exportações em 42 milhões de toneladas.
Soja
O contrato futuro da soja para novembro encerrou o pregão com leve queda de 0,08% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 11,82 por bushel.
Segundo a Granar, os preços da oleaginosa registraram pouca variação no mercado norte-americano, sustentados pela forte demanda chinesa.
O movimento foi reforçado pelo relatório semanal de exportações dos Estados Unidos e por novas confirmações de vendas de soja para a China.
O mercado também acompanha as expectativas em torno da visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro, quando deverá se reunir com o presidente americano Donald Trump.
Trigo
O contrato do trigo para setembro encerrou o pregão deste pregão em queda de 0,22% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 6,68 por bushel.
Segundo a Granar, os preços do trigo fecharam majoritariamente em baixa nos mercados norte-americanos, após os ganhos registrados na sessão anterior. O movimento foi influenciado pela realização de lucros por fundos de investimento.
O mercado também acompanhou os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia. Ataques com drones ucranianos atingiram o porto russo de Novorossiysk e interromperam as operações no maior complexo portuário do país.
Em resposta, a Rússia atacou uma embarcação no porto ucraniano de Odessa. Os episódios aumentaram a atenção dos investidores sobre os riscos para o fluxo de exportações de grãos na região do Mar Negro.
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