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Menino baleado em ação na Mangueira fica cego mesmo após cirurgia no RJ

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Menino baleado em ação na Mangueira fica cego mesmo após cirurgia no RJ

A criança que foi baleada durante uma operação policial na Mangueira, Zona Norte do Rio, ficou cega mesmo depois de passar por uma cirurgia no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Segundo familiares, o menino brincava com amigos na varanda de casa quando foi atingido por um disparo, na manhã de quarta-feira (12).

“Será que a gente não tem direito de deixar as crianças livres para entrar e voltar da varanda de casa? Nós moramos no 4º andar. Não deixamos os meninos na rua. Foi dentro de casa que isso ocorreu”, desabafa um parente do garoto.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a criança permanece internada com quadro de saúde estável.

A Polícia Civil informou que vai investigar as circunstâncias do caso. Em nota, a instituição ressalta que “quem coloca a população em risco é o criminoso que ataca policiais e promove ações violentas em áreas residenciais”.

Protesto e ação policial: via ficou interditada na Zona Norte

O Centro de Operações Rio informou que, às 13h02, a rua São Francisco Xavier, na altura da avenida Rei Pelé, no Maracanã, próximo de onde fica a Mangueira, foi interditada em ambos os sentidos por conta de uma ocorrência policial. Houve um protesto com queima de pneus e outros materiais que bloqueou a via. De acordo com a Rio Ônibus, 19 linhas tiveram itinerários impactados.

Mais cedo, durante a manhã de quarta-feira, a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) realizou uma fiscalização para combater a comercialização ilegal de cabos e materiais metálicos. Segundo a polícia, os agentes foram atacados por narcotraficantes do alto do Morro da Mangueira. A corporação alega que os criminosos efetuaram disparos contra as equipes, mas que não houve revide por parte das equipes. A ação ocorreu em um ferro-velho clandestino, na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã. A operação terminou com uma pessoa presa em flagrante. A mulher foi detida por receptação qualificada.

As investigações apontam que o ferro-velho era utilizado para receber e vender materiais furtados, sob influência de criminosos. Foram recolhidos diversos quilos de materiais metálicos, computador, caixa registradora e dinheiro utilizado na compra dos materiais. Também foi constatada a queima de cabos para retirada da cobertura e dificultar a identificação da origem dos produtos.

Segundo a polícia, o estabelecimento funcionava como ponto de receptação de materiais furtados principalmente na Tijuca, Grajaú e Vila Isabel, Zona Norte. No dia 3 de julho, a especializada prendeu cinco criminosos no mesmo local por receptação qualificada.