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Flávio propõe cinco novos presídios federais e redução da maioridade penal

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Flávio propõe cinco novos presídios federais e redução da maioridade penal

O candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, propôs no plano de governo protocolado junto à Justiça Eleitoral construir cinco unidades federais de segurança máxima, reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal e punição para adolescentes a partir dos 14 anos que cometerem crimes considerados graves.

As propostas fazem parte do eixo de segurança pública do programa “Para o Brasil vencer o atraso – Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030”. Batizado de “Brasil sem Medo”, o capítulo reúne medidas de endurecimento da legislação penal e de combate ao crime organizado. O documento afirma que a segurança será uma das prioridades de uma eventual gestão de Flávio.

Na área prisional, o plano prevê a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima, que se somariam às cinco unidades já existentes. Segundo o documento, as dez penitenciárias formariam o chamado “Complexo Federal de Segurança Máxima”, que receberia o nome de “TREVA”.

A proposta diz que as novas unidades seriam inspiradas no modelo adotado por El Salvador e destinadas a chefes de organizações criminosas e presos considerados de alta periculosidade. A intenção declarada é isolar as lideranças para impedir que continuem comandando facções de dentro das prisões.

O programa prevê que esses detentos fiquem sem acesso a celulares e sem visitas íntimas, além de estabelecer visitas monitoradas. Flávio também promete firmar parcerias com governos estaduais para criar 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos, com a meta de zerar o déficit carcerário do país.

Maioridade penal

Outra proposta é reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. O documento afirma que um eventual governo Flávio Bolsonaro apoiará e sancionará a mudança na legislação.

O plano vai além e propõe punição também para adolescentes maiores de 14 anos envolvidos em crimes graves. O texto cita especificamente estupro, tráfico de drogas, tortura e assassinato. Não há, no trecho dedicado ao tema, detalhamento sobre qual seria o regime jurídico ou as penas aplicadas aos adolescentes dessa faixa etária.

Facções como organizações narcoterroristas

Flávio também propõe classificar PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho), milícias e outras facções criminosas como “organizações narcoterroristas”. O plano prevê bloqueio de ativos, ações contra lavagem de dinheiro e integração das forças de segurança para atingir as fontes de financiamento das organizações.

O programa afirma ainda que criminosos armados com fuzis serão “abatidos pelas forças de segurança” e promete convênios com Estados e municípios para ampliar investimentos em inteligência, tecnologia, armamentos, valorização policial e retomada de territórios dominados pelo crime organizado.

Outra frente prevista é a criação de um Sistema Nacional de Fronteira, com participação de Exército, Marinha e Força Aérea. Segundo o plano, a estrutura seria equipada com armas, inteligência e tecnologia para interceptar armas e drogas por terra, portos e espaço aéreo.

O conjunto de propostas de segurança aparece logo no início do programa de governo. No sumário, além da redução da maioridade e da expansão do sistema prisional, o documento lista medidas relacionadas a feminicídio, tráfico de drogas, reconhecimento facial, endurecimento da progressão de pena e combate ao roubo de celulares.

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