O Brasil tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Diante desse cenário, um alerta sobre a pressão que o envelhecimento populacional poderá ter sobre o sistema de saúde e a estrutura de cuidados nos próximos anos foi feito durante o 2º Summit Envelhecer em Casa, realizado na terça-feira (11).
Segundo a empresa brasileira Sanii Gestão e Cuidado, um dos principais desafios apontados pelos especialistas é a concentração dos cuidados no ambiente hospitalar.
Durante o evento, também foram apresentados dados que evidenciam o potencial de expansão do ecossistema de cuidados pós-agudos no Brasil. Serviços como atendimento domiciliar, cuidados para idosos e processos de transição do hospital para casa podem representar um mercado potencial de R$ 27 bilhões.
Além disso, a mudança também passa pela forma como o paciente deixa o hospital.
“A transição começa antes da alta. A família participa desde o início, recebe orientação e é preparada junto com a equipe multidisciplinar para dar continuidade ao cuidado em casa”, afirmou Sandra Lopomo, diretora de Gestão de Pessoas da Yuna
Nesse contexto de inovação, a residência do idoso passa a ter um papel fundamental na assistência e na continuidade dos cuidados. A Sanii apresentou, durante o evento, o “Quarto do Futuro”, uma experiência que reuniu inteligência artificial, sensores, automações e tecnologias assistivas para demonstrar como esses recursos podem ser incorporados à rotina dos idosos.

Para a arquiteta e pesquisadora Maria Luisa Bestetti, é fundamental adaptar os espaços às mudanças que acompanham o processo de envelhecimento, criando ambientes mais seguros, acessíveis e adequados às necessidades dessa população.

