A defesa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) solicitando apuração sobre o vazamento da foto em que ele aparece ao lado de outros políticos na piscina de um advogado investigado pela Polícia Federal.
O pedido chegou ao STF na segunda-feira (10). O processo foi autuado, ou seja, recebeu numeração e classificação, nesta quarta-feira (12), mas ainda não foi distribuído a nenhum ministro.
Os advogados questionam e pedem apuração sobre o vazamento da fotografia que estava no celular do senador e que foi apreendido pelos agentes da Polícia Federal durante uma operação deflagrada no final do ano passado. A imagem foi revelada pela revista piauí.
O retrato mostra o senador na piscina com o advogado Willer Tomaz, dono da casa, o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a Abin no governo Bolsonaro, o ex-ministro Juscelino Filho (PSDB-MA), além dos deputados Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA).
No final de semana, o senador já havia solicitado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tomasse providências sobre o vazamento de dados extraídos de seu celular no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS.
Weverton sustentava que, desde a apreensão do aparelho, mensagens, fotografias e informações de caráter pessoal vêm sendo divulgadas, inclusive conteúdos que, segundo ele, não têm relação com o objeto da investigação e envolvem terceiros alheios ao inquérito.
O senador afirmou ao colega e presidente da Casa que a divulgação de material protegido por segredo de Justiça viola a intimidade e a vida privada, o sigilo dos autos e a presunção de inocência. Ele sustenta ainda que o repasse dessas informações pode, em tese, configurar crime de violação de sigilo funcional.
“A seletividade com que os elementos são liberados, sempre de modo a maximizar a repercussão, não raro antes de qualquer contraditório, demonstra não se tratar de mero incidente, mas de prática que compromete a lisura da investigação e a dignidade das instituições”, argumenta Weverton no pedido a Alcolumbre.

