Em julho, o Banco do Brasil conseguiu recuperar R$ 2 bilhões em créditos, disse a presidente do banco, Tarciana Medeiros.
A CEO ressaltou que o banco espera acomodação na inadimplência do consignado privado no segundo semestre, além de um cenário um pouco melhor também para o cartão de crédito.
“O soluço de inadimplência no cartão de crédito não deve se repetir”, disse ela, ressaltando que a piora da inadimplência no segundo trimestre ocorreu em um segmento específico, os clientes das classes D e E.
“Temos confiança na normalização da inadimplência na carteira PF”, comentou Tarciana. “Não temos previsão de revisão do guidance.”
O BB reformulou toda a área de cobrança, em meio ao aumento da inadimplência. E essa reformulação mostra os resultados, disse o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias.
O endividamento no mercado está concentrado em linhas de curto prazo, o que eleva risco, ressaltou o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco, Felipe Prince.
Ciclos eleitorais e BRB
A presidente do Banco do Brasil disse ainda que a instituição não se pauta por ciclos políticos e eleitorais na definição dos objetivos. A declaração foi feita após ela ser perguntada sobre a influência das próximas eleições no banco.
Apesar dos problemas no agronegócio, a executiva ressaltou que o banco quer continuar sendo o “banco do agro“.
Tarciana ressaltou que tem usado muito a palavra “prumo” ao falar do momento desafiador do banco, afetado pela alta da inadimplência e aumento de provisões.
“Eu falei muito sobre prumo, que é uma palavra que usamos bastante lá de onde eu vim e que tem ainda mais significado neste momento, porque desafios não são vencidos com atalhos, mas com prumo e com muito trabalho”, disse a executiva pouco antes, ao falar com analistas.
Perguntado sobre a capitalização de R$ 6,6 bilhões do BRB (Banco de Brasília), o BB não fez comentários. “Essa questão diz respeito aquela instituição financeira e seu controlador“, disse Felipe Prince.
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