A Vitru Educação apresentou resultados positivos no segundo trimestre de 2026, com avanço em seus principais indicadores financeiros. A receita líquida consolidada atingiu R$ 661 milhões, alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Ebitda ajustado somou R$ 278 milhões, com crescimento de 9,3% e margem de 42%. O lucro líquido alcançou R$ 159 milhões, representando um expressivo avanço de 31,5%. A base de alunos também registrou crescimento, superando a marca de 1 milhão de estudantes.
A empresa destacou que o primeiro semestre foi marcado por resultados sólidos, apoiados na disciplina de execução.
Crescimento da captação e papel do semipresencial
Aroldo Alves, CEO da Vitru Educação, atribuiu os resultados ao crescimento simultâneo da base de alunos e do ticket médio. “A gente teve um ticket muito parecido com o ano passado, com um leve crescimento, que é uma boa notícia, e uma base crescendo”, afirmou.
Segundo ele, houve um crescimento de quase 2% em relação ao ano anterior, o que, combinado com o aumento da base de alunos, resultou no crescimento de 10% da receita.
A modalidade semipresencial ocupa papel central na estratégia da empresa. A captação nessa modalidade cresceu 35,3% e ela já responde por aproximadamente 58% das matrículas e por quase 60% da receita da companhia.
Aroldo Alves ressaltou que a modalidade “tem ocupado um espaço grande no mercado”. Mais de 90% da base de alunos da Vitru é composta por estudantes de ensino à distância ou semipresencial.
Desalavancagem e follow-on
Em maio deste ano, a Vitru concluiu um follow-on captando cerca de R$ 177 milhões, destinados ao pagamento de dívidas bancárias, reforço do capital de giro e da estrutura financeira. Com isso, o índice de alavancagem recuou para 1,36 vezes a dívida, ante 2,1 vezes registrado um ano antes.
Aroldo Alves esclareceu que o follow-on teve propósitos além do pagamento de dívidas. “Um dos propósitos importantes do follow-on foi trazer mais liquidez para a ação e conversar com investidores”, explicou.
Ele acrescentou que a desalavancagem já vinha em trajetória de redução ao longo dos últimos três anos, sendo impulsionada principalmente pela geração de caixa do próprio negócio. No primeiro semestre, o fluxo de caixa livre gerado foi de R$ 400 milhões, com crescimento em relação ao ano anterior.
Inadimplência e sazonalidade
Questionado sobre o impacto da inadimplência nos resultados, Aroldo Alves afirmou que o problema ainda não se manifestou de forma significativa na empresa. “Não é algo que a gente vê; inclusive, a nossa PDD, nosso PCLD, está reduzindo”, disse.
Segundo ele, um dos destaques do trimestre foi justamente a redução da provisão para devedores duvidosos. A empresa afirmou estar cautelosa e acompanhando de perto a evolução do cenário, com foco em garantir que os alunos percebam o valor do ensino oferecido.
Sobre a sazonalidade, Aroldo Alves explicou que, por conta do perfil predominantemente EAD e semipresencial da base, as captações ocorrem ao longo de todo o ano, com maior concentração nos trimestres ímpares.
“A gente tem captações mais fortes no primeiro trimestre e no terceiro trimestre, mas a gente tem uma captação que acontece ao longo de todo o ano”, afirmou. No segundo trimestre, foram observadas captações fortes tanto no segmento semipresencial quanto no EAD.

