Um novo veranico deve se instalar sobre o Brasil entre os dias 12 e 19 de agosto de 2026. Segundo a Climatempo, o período de calor será marcado por vários dias consecutivos de temperaturas acima da média para esta época do ano e terá abrangência maior e duração mais longa do que os episódios registrados anteriormente neste inverno.
As temperaturas podem chegar a 42°C em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O calor mais intenso é esperado em partes de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, sudeste do Pará, sul do Maranhão e Piauí. Em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, oeste de Minas Gerais, norte e centro-oeste de São Paulo, oeste da Bahia, Rondônia e sul do Amazonas, as máximas podem variar entre 36°C e 39°C.
Apesar do calor excepcional, o fenômeno é classificado como veranico, e não como onda de calor. A principal diferença está na intensidade e na persistência das temperaturas acima da média, especialmente durante as noites.
Calor deve atingir diferentes regiões
O veranico deve abranger áreas de todas as regiões brasileiras. No Sul, o calor ficará concentrado inicialmente no norte e noroeste do Paraná, onde o período de temperaturas elevadas deve começar no domingo (16). Até o dia 19, as máximas podem variar entre 34°C e 37°C na região.
No Sudeste, o fenômeno deve atingir a Grande São Paulo e o interior paulista, além do sul de Minas Gerais e do oeste mineiro, entre o Triângulo Mineiro e o noroeste do estado.
No Centro-Oeste, a previsão indica calor em todas as áreas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Já no Nordeste, o veranico deve alcançar o oeste da Bahia e áreas do sul do Piauí e do Maranhão.
Na região Norte, as áreas mais afetadas devem ser Tocantins, sul do Pará, sul do Maranhão e Rondônia.
Temperaturas podem chegar a 42°C
As maiores temperaturas são esperadas em áreas de Mato Grosso, incluindo a região de Cuiabá, Goiás e Tocantins, onde está localizada a capital Palmas. Também há previsão de máximas entre 40°C e 42°C no sudeste do Pará, sul do Maranhão e Piauí. Em áreas de Mato Grosso do Sul, centro-oeste e norte de São Paulo, oeste de Minas Gerais, oeste da Bahia, Rondônia e sul do Amazonas, os termômetros podem alcançar entre 36°C e 39°C.
O período também pode favorecer novos recordes de temperatura em sete capitais. A previsão aponta possibilidade de marcas superiores aos atuais recordes anuais em Cuiabá, Goiânia, Campo Grande, Brasília, Palmas, Porto Velho e Teresina. Os recordes atuais são de 40,2°C em Cuiabá, 36,9°C em Goiânia, 32°C em Brasília, 34,2°C em Campo Grande, 39,4°C em Palmas, 37,3°C em Porto Velho e 37°C em Teresina.
O que é um veranico
O veranico é caracterizado por um período de pelo menos cinco dias consecutivos de temperaturas muito acima do normal durante o outono ou o inverno. O fenômeno costuma provocar tardes muito quentes e secas, enquanto as madrugadas permanecem relativamente frescas.
O episódio previsto para agosto será o terceiro veranico do inverno de 2026. O primeiro ocorreu entre 17 e 24 de julho, enquanto o segundo foi registrado entre 3 e 7 de agosto. O novo período, entre 12 e 19 de agosto, deve apresentar maior duração e abrangência em relação aos anteriores.
Durante o novo veranico, as áreas indicadas pela Climatempo devem registrar vários dias consecutivos com temperaturas máximas pelo menos 3°C acima do normal para a época do ano. Em alguns locais, a diferença pode chegar a 5°C acima da média de agosto em determinados dias.

Por que o calor vai aumentar
A intensificação do calor está relacionada à circulação de ventos sobre a América do Sul, que deve dificultar a entrada de massas de ar frio de origem polar no interior do Brasil.
As frentes frias previstas para os próximos dias devem avançar pelo extremo sul do país e seguir para o oceano. Na costa do Sudeste, a passagem desses sistemas deve ocorrer de forma mais oceânica e enfraquecida. Durante o período de 12 a 19 de agosto, há previsão da passagem de duas frentes frias pela costa da região.
Ao mesmo tempo, um grande sistema de alta pressão atmosférica deve ganhar força sobre o interior do Brasil. A atuação desse sistema favorece o tempo seco e dificulta a formação de nuvens. Com mais horas de sol e pouca influência do ar frio de origem polar, as temperaturas tendem a subir de forma significativa.
Enquanto isso, a umidade deve se concentrar sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraguai e norte da Argentina, favorecendo a formação de áreas de chuva nessas regiões.
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