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Entenda a troca secreta de avião feita por Trump após ameaça do Irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Entenda a troca secreta de avião feita por Trump após ameaça do Irã

A CNN noticiou nesta quarta-feira (12) que uma ameaça específica de um míssil portátil à aeronave Air Force One surgiu no último dia da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Turquia, no mês passado, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.

A ameaça levou autoridades americanas a uma corrida contra o tempo para elaborar um plano secreto para retirar o presidente Donald Trump do país em um jato alternativo, com o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário do Tesouro Scott Bessent permanecendo no Air Force One, que foi usado como isca.

A ameaça era tão específica que as autoridades temiam que a vida de Trump corresse enorme risco se ele deixasse o país, seja no antigo Air Force One ou no jato doado pelo Catar que ele usou para ir à cúpula.

A pessoa se recusou a dizer a origem da informação sobre a ameaça, mas afirmou que ela era considerada séria, em parte devido ao conhecimento específico que os iranianos pareciam ter dos planos do presidente americano na Turquia.

Ele passou uma noite em Ancara, a capital turca, em um hotel de luxo de uma grande rede no centro da cidade, e viajou diversas vezes entre o hotel e os locais da cúpula.

Autoridades, incluindo militares e membros do Serviço Secreto, elaboraram um plano para transferir Trump para outro avião por meio de um caminhão de apoio, para que ele deixasse o país em poucas horas.

Troca secreta de aviões

Trump havia viajado para Ancara em um jato recém-reformado, doado pelo Catar, para a cúpula da Otan, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo na volta aos Estados Unidos, uma decisão que levantou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova.

Após embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, o presidente foi secretamente transferido por um caminhão de catering do aeroporto para um avião menor, um C-32A da Força Aérea.

A aeronave militar seguiu para a Inglaterra e chegou por volta das 22h20, horário local. O Air Force One antigo e a imprensa chegaram minutos depois. Não ficou claro como Trump foi transferido do C-32A de volta para o Air Force One antigo.

A equipe de imprensa que acompanha o líder americano em suas viagens informou que ele desceu as escadas do antigo Air Force One às 22h56.

Ele fez um sinal de paz para a imprensa, mas não se aproximou para conversar com os jornalistas. Em seguida, cumprimentou alguns militares antes de seguir para o novo avião, doado pelo Catar, e retornar a Washington.

A maioria dos passageiros do avião não sabia que Trump não estava a bordo.

Presidente minimiza plano elaborado

Na terça-feira (11), Trump confirmou os principais pontos do plano, mas minimizou a natureza da artimanha.

“Eu apenas sigo o que eles querem fazer. Então, eu sigo o Serviço Secreto. E os militares. Eles queriam que eu fosse em um voo diferente, um avião diferente, com a mesma segurança, mas eles queriam que eu fizesse isso, então eu faço. Eu faço o que eles mandam”,

disse ele a repórteres ao pousar na Base Aérea Conjunta Andrews, vindo de Ohio, na terça-feira.

O presidente americano disse que não lhe foram dados muitos detalhes sobre o que motivou a manobra clandestina e afirmou não se preocupar com a possibilidade de um ataque com míssil portátil durante sua partida da Turquia.

“Para ser honesto, não me preocupo com nada”, disse ele. “Seja o que for, vocês conhecem minha atitude? Tanto faz.”

Durante seu último dia na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o republicano pareceu preocupado com as ameaças iranianas contra sua vida, levantando o assunto repetidamente com jornalistas.

O governo americano há tempos alerta que o Irã pode tentar matar Trump em retaliação ao ataque com drone que ele ordenou em 2020 e que matou o general iraniano Qasem Soleimani.

Nos dias que antecederam a visita à Turquia, multidões de iranianos pediram a morte do líder dos Estados Unidos durante o funeral do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado no início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Hamid Rasaei, um clérigo conservador e membro do Parlamento iraniano, escreveu, quando Trump estava na Turquia, que o presidente americano deveria ser alvo de ataques enquanto estivesse na região.

“Minha sugestão é a seguinte: agora que o desgraçado do Trump está ao nosso alcance e veio à Turquia para a cúpula da OTAN, devemos, oficialmente e sem hesitação, atacar com um míssil o local onde Trump e vários outros criminosos estão hospedados na Turquia”.

A CNN noticiou, nos dias seguintes à cúpula, que Israel havia compartilhado informações de inteligência com os Estados Unidos de que o Irã havia recentemente elaborado um novo plano para assassinar Trump.

Mas algumas autoridades da época demonstraram ceticismo em relação à inteligência israelense, sugerindo que o relatório era visto — em parte — como parte de um esforço israelense mais amplo para influenciar as decisões americanas sobre o Irã.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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