O site americano IndieWire revelou na segunda-feira (10) um levantamento que aponta as 100 melhores sequências da história do cinema.
Na lista, há continuações pouco badaladas das telonas e grandes sucessos aclamados pelo público. Alguns longas incluídos na lista foram “Operação França 2”, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, “O Exterminador do Futuro 2” e “Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca”.
A primeira posição, no entanto, surgiu como uma verdadeira surpresa ao público. “Magic Mike XXL”, de Gregory Jacobs, desbancou o clássico “O Poderoso Chefão: Parte II”, de Francis Ford Coppola, que ocupou o segundo lugar. “2046” (2004), de Wong Kar-wai, completou o pódio.
O filme brasileiro “Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro”, estrelado por Wgner Moura e com direção de José Padilha, aparece na lista, na 66ª posição. Vale lembrar que o primeiro título, de 2007, conquistou o Urso de Ouro do Festival de Berlim.
Os 100 melhores filmes de sequência, segundo a IndieWire
100 — Jackass Forever (Jeff Tremaine, 2022) — A revista celebra a mistura de nostalgia, amizade, choque e humor físico absurdo; uma franquia que continua encontrando novas maneiras de ser repulsiva e hilariante.
99 — Operação França II (John Frankenheimer, 1975) — Mais interessante como estudo de personagem de Popeye Doyle do que como thriller policial; Gene Hackman é o grande destaque.
98 — Detenta Escorpião: Prisão 41 (Shunya Itō, 1972) — Transforma a vingança individual em uma luta coletiva contra o patriarcado, usando violência estilizada e um forte simbolismo de solidariedade feminina.
97— Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Alfonso Cuarón, 2004) — Cuarón dá à franquia uma linguagem visual mais madura e acompanha Harry, Hermione e Ron justamente quando começam a enfrentar a adolescência e seus passados.
96 — Ghost in the Shell 2: Innocence (Mamoru Oshii, 2004) — Uma reflexão filosófica sobre inteligência artificial, consciência e humanidade, cuja própria mistura de animação 2D e CGI reforça o tema.
95 — Mudança de Hábito 2: De Volta ao Convento (Bill Duke, 1993) — Uma sequência que reinventa a fórmula como filme musical escolar e ganha enorme força pelo elenco, especialmente Whoopi Goldberg e uma jovem Lauryn Hill.
94 — Step Up 2: As Ruas (Jon Chu, 2008) — A história social é simplificada, mas a dança é extraordinária: coreografia, fotografia e montagem transformam o filme em um espetáculo irresistível.
93 — Dupla Liberdade (Lisandro Alonso, 2026) — Alonso revisita seu próprio La libertad 25 anos depois para mostrar a passagem do tempo e um mundo socialmente mais deteriorado.
92 — Corra que a Polícia Vem Aí 2½: O Cheiro do Medo (David Zucker, 1991) — Prova de que uma sequência cômica só envelhece quando para de surpreender; acumula piadas, absurdos e Leslie Nielsen em velocidade vertiginosa.
91 — Grite Blacula Grite (Bob Kelljan, 1973) — Uma rara sequência que supera o original, sobretudo pela combinação do imponente William Marshall com a magnética Pam Grier.
90 — A Viagem à Espanha (Michael Winterbottom, 2017) — Rob Brydon e Steve Coogan continuam sua viagem gastronômica, mas agora a série ganha um tom mais sombrio e existencial.
89 — Nekromantik 2 (Jörg Buttgereit, 1991) — Por trás da provocação extrema, a IndieWire enxerga uma inesperada história de amor, solidão e desejo, ambientada na Berlim pós-Muro.
88 — Patlabor 2: O Filme (Mamoru Oshii, 1993) — Usa uma franquia de mechas como ponto de partida para uma meditação política sobre o Japão pós-guerra, imperialismo e militarismo.
87 — Quem Inventou o Ioiô? Quem Inventou o Buggy Lunar? (Kidlat Tahimik, 1979) — Um ensaio cinematográfico anticolonial que mistura documentário, ficção, animação e humor para questionar progresso, tecnologia e neocolonialismo.
86 — Infernal Affairs II (Andrew Lau e Alan Mak, 2003) — A prequela transforma Hong Kong às vésperas da transferência de soberania em uma sociedade dominada por paranoia, delação e identidades duplas.
85 — Hellboy II: O Exército Dourado (Guillermo del Toro, 2008) — Del Toro transforma a batalha entre humanos e criaturas fantásticas numa alegoria sobre tecnologia, ganância e destruição da natureza.
84 — Tão Longe, Tão Perto! (Wim Wenders, 1993) — Continuação excêntrica de Asas do Desejo que usa anjos, Berlim reunificada e uma trama absurda para refletir sobre a Alemanha pós-Muro.
83 — Dhoom 2 (Sanjay Gadhvi, 2006) — Bollywood em modo maximalista: motos, perseguições, glamour, Hrithik Roshan e Aishwarya Rai transformam a sequência em puro espetáculo.
82 — Meus Dias Dourados (Arnaud Desplechin, 2015) — Um filme de memória que revisita o personagem Paul Dedalus através de diferentes atores e tempos, assumindo a confusão como parte do projeto.
81 — Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (Justin Lin, 2006) — A entrada mais singular da franquia, valorizada pela atmosfera, pelos carros como linguagem e, sobretudo, pelo surgimento de Han.
80 — O Ultimato Bourne (Paul Greengrass, 2007) — A combinação perfeita entre Matt Damon e Greengrass, com ação frenética e uma visão irônica da CIA e do poder americano.
79 — Tetsuo II: Body Hammer (Shinya Tsukamoto, 1992) — Expande a loucura corporal do primeiro Tetsuo, misturando cyberpunk, horror corporal e uma estética DIY ainda mais agressiva.
78 — Além do Vale das Bonecas (Russ Meyer, 1970) — Uma sequência apenas nominal que vira uma sátira pop-art delirante da Hollywood, da contracultura e do hedonismo dos anos 1960.
77 — Adeus ao Encouraçado Espacial Yamato (Toshio Masuda, Leiji Matsumoto e Tomoharu Katsumata, 1978) — Uma epopeia espacial melancólica sobre guerra, imperialismo e a insignificância do conflito diante da imensidão do cosmos.
76 — Saraband (Ingmar Bergman, 2003) — Bergman revisita Cenas de um Casamento décadas depois e transforma a reunião de seus personagens em um devastador estudo de trauma, família e velhice.
75 — Ang Tanging Ina N’yong Lahat (Wenn Deramas, 2008) — Comédia filipina que combina melodrama, política e sátira do poder, usando a maternidade como metáfora nacional.
74 — O Caixão do Vampiro (Fernando Méndez, 1958) — Uma sequência de terror mexicana que amplia o universo do original e troca o terror rural por cenários interiores mais claustrofóbicos.
73 — Urusei Yatsura 2: Bela Sonhadora (Mamoru Oshii, 1984) — Uma comédia romântica que gradualmente se transforma em ficção científica filosófica sobre sonhos, realidade e loops temporais.
72 — Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Joaquim Dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson, 2023) — A IndieWire destaca sua explosão de estilos visuais, criatividade e capacidade de provar que a animação pode ser praticamente qualquer coisa.
71 — Um Amanhã Melhor II (John Woo, 1987) — John Woo leva seu cinema de ação ao extremo: centenas de mortes, tiroteios absurdos e um Chow Yun-fat em dose máxima.
70 — O Grande Golpe de Shaft (Gordon Parks, 1972) — Uma sequência mais cara e grandiosa que mantém a elegância blaxploitation de Shaft e o coloca em uma aventura de escala hollywoodiana.
69 — A Família Addams 2 (Barry Sonnenfeld, 1993) — Para a revista, é a versão cinematográfica definitiva dos Addams, graças ao humor negro mais próximo das tirinhas originais.
68 — Halloween III: A Temporada das Bruxas (Tommy Lee Wallace, 1982) — Sem Michael Myers, a franquia arriscou tudo e criou uma mistura delirante de conspiração, bruxaria, ficção científica e terror.
67 — Memento Mori (Kim Tae-yong e Min Kyu-dong, 1999) — Um melancólico filme de fantasmas sobre amor lésbico, repressão social e suicídio adolescente, narrado de forma não linear.
66 — Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro (José Padilha, 2010) — A sequência corrige a leitura simplista do primeiro filme e leva Capitão Nascimento para a política, apontando os verdadeiros beneficiários da violência.
65 — The Raid 2 (Gareth Evans, 2014) — Amplia o espaço de combate do primeiro filme sem perder sua fisicalidade brutal; a perseguição na estrada é destacada como uma das grandes cenas de ação do gênero.
64 — Mothra vs. Godzilla (Ishirō Honda, 1964) — Um dos primeiros grandes crossovers de kaiju, combinando efeitos práticos impressionantes com puro entretenimento pulp.
63 — Os Sinos de Santa Maria (Leo McCarey, 1945) — A sequência de Going My Way é considerada uma enorme evolução, substituindo o sentimentalismo do original por delicadeza, humor e romance.
62 — Oxhide II (Liu Jiayin, 2009) — Um filme minimalista que transforma um jantar familiar aparentemente banal em um estudo sobre intimidade, silêncio e o poder de observar pouco.
61 — Impacto Fulminante (Clint Eastwood, 1983) — Uma sequência de Dirty Harry cheia de contradições que coloca a persona machista de Eastwood em choque com uma história de vingança feminina.
60 — High School II (Frederick Wiseman, 1994) — Wiseman retorna ao ambiente escolar, agora numa escola alternativa do Harlem, para investigar como alunos aprendem e constroem sua própria voz.
59 — O Novo Pesadelo de Wes Craven (Wes Craven, 1994) — Freddy Krueger deixa de ser uma caricatura e volta a ser assustador numa brilhante brincadeira metalinguística com o próprio legado da franquia.
58 — De Volta para o Futuro Parte II (Robert Zemeckis, 1989) — Uma sequência que expande a viagem no tempo, cria uma realidade alternativa sombria e complica a mitologia original de forma inventiva.
57 — Top Gun: Maverick (Joseph Kosinski, 2022) — Usa a nostalgia como ponto de partida, não como destino: respeita o original enquanto passa o protagonismo emocional para uma nova geração.
56 — 28 Anos Depois (Danny Boyle, 2025) — Recupera a ideia central de Extermínio: a verdadeira ameaça é a selvageria humana, mas acrescenta uma dimensão mais sensível sobre morte, vida e sobrevivência.
55 — Um Tiro no Escuro (Blake Edwards, 1964) — Peter Sellers transforma o inspetor Clouseau em uma máquina de caos cômico, muito mais importante que o próprio mistério policial.
54 — Batman: O Retorno (Tim Burton, 1992) — Burton abandona o tom comercial do primeiro Batman e cria uma sequência gótica, melancólica e adulta, dominada pela Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer.
53 — Evil Dead II (Sam Raimi, 1987) — Meio remake, meio paródia, leva o terror do primeiro filme ao máximo com efeitos práticos, violência cartunesca e Bruce Campbell em estado de graça.
52 — A Lenda do Mestre Bêbado (Lau Kar-leung, 1994) — Jackie Chan combina comédia física e artes marciais em cenas de luta praticamente insuperáveis.
51 — Retorno a Oz (Walter Murch, 1985) — Uma continuação sombria e perturbadora de O Mágico de Oz que transforma o universo infantil em uma fantasia surreal e assustadora.
50 — Matrix: Ressurreições (Lana Wachowski, 2021) — A sequência mais autorreflexiva da franquia: questiona a própria existência das continuações e rejeita a nostalgia fácil.
49 — A Vingança de Frankenstein (Terence Fisher, 1958) — Terror gótico da Hammer que combina violência, humor negro e uma história deliberadamente insana sobre Frankenstein.
48 — Gremlins 2: A Nova Geração (Joe Dante, 1990) — Uma sátira delirante que praticamente desmonta a ideia de sequência, brincando com gêneros, cultura pop e a própria narrativa.
47 — Avatar: O Caminho da Água (James Cameron, 2022) — Para a IndieWire, Cameron transforma Pandora num espetáculo audiovisual muito mais imersivo, especialmente nas cenas subaquáticas.
46 — Babe: O Porquinho na Cidade (George Miller, 1998) — Em vez de repetir o primeiro filme, Miller cria uma fantasia sombria sobre isolamento, xenofobia e sobrevivência.
45 — Espadachim II (Ching Siu-tung, 1992) — Cinema de artes marciais em velocidade máxima, com lutas aéreas, cabos e movimentos sobrenaturais.
44 — O Mal Sob o Sol (Guy Hamilton, 1982) — Peter Ustinov transforma Hercule Poirot em centro de uma comédia de costumes muito mais divertida que o mistério propriamente dito.
43 — Triad Election (Johnnie To, 2006) — Usa uma disputa pelo poder dentro de uma tríade para falar sobre Hong Kong, vigilância e a perda de autonomia após a transferência para China.
42 — Creed (Ryan Coogler, 2015) — Renova Rocky sem parecer repetição, conectando Adonis e Rocky através de uma história esportiva que parece pessoal e contemporânea.
41 — Star Trek II: A Ira de Khan (Nicholas Meyer, 1982) — O protótipo da grande sequência moderna: aprofunda personagens, recupera um vilão da série original e acrescenta enorme peso emocional.
40 — A Cor do Dinheiro (Martin Scorsese, 1986) — Scorsese usa Paul Newman e Tom Cruise para construir um drama sobre mentor e discípulo, ambição, envelhecimento e o próprio cinema americano.
39 — O Declínio da Civilização Ocidental Parte II: Os Anos do Metal (Penelope Spheeris, 1988) — Um documentário que troca o punk do primeiro filme pelo glam metal e encontra humor na superficialidade e nos excessos da cena.
38 — O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008) — Apesar das ressalvas da autora, o filme é valorizado sobretudo pelo Coringa de Heath Ledger e pela ambição de Nolan em transformar blockbuster em cinema culturalmente relevante.
37 — Quatermass e o Poço (Roy Ward Baker, 1967) — Ficção científica de terror que mistura alienígenas, trauma histórico e uma poderosa metáfora sobre genocídio e intolerância.
36 — Depois do Homem Magro (W. S. Van Dyke, 1936) — O mistério é secundário diante do prazer de reencontrar Nick e Nora Charles e seu charme, química e diálogos espirituosos.
35 — Antes da Meia-Noite (Richard Linklater, 2013) — Jesse e Celine finalmente enfrentam o problema que nenhum romance pode evitar: sobreviver ao cotidiano e ao envelhecimento juntos.
34 — Toy Story 2 (John Lasseter, 1999) — Expande a franquia para questões existenciais sobre abandono, envelhecimento e o medo de ser esquecido.
33 — Por Mais Alguns Dólares (Sergio Leone, 1965) — Um faroeste visualmente radical que combina niilismo, romantismo e uma crítica política ao capitalismo.
32 — Mad Max 2: A Caçada Continua (George Miller, 1981) — Consolidou visualmente o imaginário pós-apocalíptico e transformou carros, armas e sobrevivência em elementos míticos.
31 — Onze Homens e um Segredo (Steven Soderbergh, 2004) — Uma continuação que brinca com a própria ideia de franquia, transformando o glamour das estrelas em parte essencial do golpe.
30 — Beijos Roubados (François Truffaut, 1968) — Antoine Doinel cresce, mas continua perdido; o filme mistura romance, comédia e amadurecimento em uma Paris prestes a explodir politicamente.
29 — A Filha de Drácula (Lambert Hillyer, 1936) — Um terror gótico centrado na filha de Drácula, com uma atuação hipnotizante de Gloria Holden e fortes subtextos lésbicos.
28 — 35 Up (Michael Apted, 1991) — Um dos capítulos mais fascinantes da série documental Up, observando pessoas aos 35 anos e mostrando como suas vidas divergiram das expectativas da infância.
27 — Ivan, o Terrível Parte II (Sergei Eisenstein, 1958) — Um retrato paranoico e teatral do poder, inspirado na iconografia russa e funcionando como uma crítica velada a Stalin.
26 — Supercop (Stanley Tong, 1992) — Jackie Chan e Michelle Yeoh entregam acrobacias praticamente inacreditáveis, culminando num dos finais de ação mais impressionantes do cinema.
25 — Indiana Jones e a Última Cruzada (Steven Spielberg, 1989) — Além da aventura clássica, transforma a relação entre Indiana e seu pai, interpretado por Sean Connery, no coração emocional da história.
24 — A Nuvem Errante (Tsai Ming-liang, 2005) — Uma sequência radical e sensual que mistura cinema lento, musical, pornografia e alienação para explorar desejos reprimidos.
23 — Sanjuro (Akira Kurosawa, 1962) — Toshiro Mifune retorna como um ronin mais cansado e reflexivo, combinando humor, ação e uma visão amarga da violência.
22 — O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (Peter Jackson, 2003) — Para a IndieWire, é o filme que completa verdadeiramente a transformação dos personagens e cumpre as promessas dos dois capítulos anteriores.
21 — Homem-Aranha 2 (Sam Raimi, 2004) — Une ação, romance, humor e tragédia com uma direção exuberante; a sequência do trem é apenas o exemplo mais famoso de sua excelência.
20 — O Testamento do Dr. Mabuse (Fritz Lang, 1933) — Uma obra-prima sonora e tecnológica em que Mabuse funciona menos como pessoa do que como manifestação do autoritarismo e do poder criminoso.
19 — Star Wars: Os Últimos Jedi (Rian Johnson, 2017) — A revista o considera uma das sequências mais ousadas da história dos blockbusters, justamente por desafiar a mitologia e a nostalgia de Star Wars.
18 — Twin Peaks: Fire Walk with Me (David Lynch, 1992) — Lynch abandona a segurança da série para mergulhar no horror psicológico de Laura Palmer, produzindo um de seus trabalhos mais perturbadores.
17 — A Lembrança Parte II (Joanna Hogg, 2021) — Uma sequência que revisita e reinterpreta o próprio filme anterior, transformando memória, criação artística e autoficção em matéria dramática.
16 — Missão: Impossível — Fallout (Christopher McQuarrie, 2018) — Ação praticamente perfeita: salto HALO, luta no banheiro, perseguição em Paris, helicópteros e uma estrutura que une espetáculo e emoção.
15 — O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (James Cameron, 1991) — Cameron transforma o vilão do primeiro filme em protetor e consegue ampliar tanto a escala quanto o coração da história.
14 — Três Cores: Vermelho (Krzysztof Kieślowski, 1994) — Um filme sobre encontros fortuitos, fraternidade, solidão e conexão, considerado o mais rico e profundo da trilogia.
13 — Antes do Pôr do Sol (Richard Linklater, 2004) — Nove anos depois, Jesse e Celine se reencontram em Paris; o filme transforma uma conversa de pouco mais de uma hora numa das grandes histórias românticas do cinema.
12 — Star Wars: O Império Contra-Ataca (Irvin Kershner, 1980) — Sua força está menos na lógica literal que na lógica emocional: amizade, mentoria, família, perda e a revelação de Darth Vader.
11 — A Noiva de Frankenstein (James Whale, 1935) — Uma sequência que supera o original ao transformar o monstro em uma figura trágica que deseja apenas amor e pertencimento.
10 — Aliens (James Cameron, 1986) — Troca o horror claustrofóbico do primeiro filme por ação militar de enorme escala, mantendo Ripley no centro e criando um elenco de personagens inesquecíveis.
9 — Paddington 2 (Paul King, 2017) — Uma fábula aparentemente leve que, por trás do humor e da marmelada, defende solidariedade, generosidade e acolhimento diante da xenofobia.
8 — O Olhar do Silêncio (Joshua Oppenheimer, 2014) — A continuação de O Ato de Matar muda o foco dos perpetradores para os sobreviventes do genocídio indonésio e transforma memória e testemunho em confrontação moral.
7 — Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015) — Miller pega os elementos clássicos da franquia e os reinventa em uma experiência visual e física praticamente sem precedentes.
6 — Através das Oliveiras (Abbas Kiarostami, 1994) — Uma sequência que também é um filme sobre fazer cinema, misturando ficção e realidade e refletindo sobre quantas histórias podem existir dentro de uma mesma história.
5 — Amanhecer dos Mortos (George A. Romero, 1978) — Zumbis, shopping center e consumismo formam uma das grandes sátiras políticas do cinema de terror.
4 — O Mundo de Apu (Satyajit Ray, 1959) — Fecha a trilogia de Apu com enorme maturidade formal e emocional, acompanhando o personagem adulto através de amor, perda e reconstrução.
3 — 2046 (Wong Kar-wai, 2004) — Uma continuação labiríntica de Amor à Flor da Pele sobre memória, desejo e a impossibilidade de retornar ao passado.
2 — O Poderoso Chefão Parte II (Francis Ford Coppola, 1974) — Uma continuação que não apenas iguala o original, mas aprofunda sua visão moral ao contar simultaneamente a ascensão de Vito e a queda de Michael Corleone.
1 — Magic Mike XXL (Gregory Jacobs, 2015) — O vencedor. A IndieWire vê o filme como uma transformação radical do primeiro Magic Mike: menos drama econômico, mais musical eufórico sobre amizade, camaradagem, prazer e a sensação agridoce de que uma fase da vida está chegando ao fim.
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