O Ministério da Saúde incluiu na tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde) o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para rastreamento de câncer colorretal. O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, ampliando o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e ao diagnóstico oportuno.
De acordo com o órgão, o FIT geralmente é feito com fitas rápidas, semelhante a um teste de gravidez. O método detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
O exame vai ser usado como triagem para definir quais pacientes vão precisar de colonoscopia, que confirma o diagnóstico com precisão.
A testagem dispensa restrições alimentares prévias e pode ser feita a partir de uma única amostra, detectando até 92% de câncer colorretal. Entre as vantagens estão resultado rápido, custo mais barato, praticidade e simplicidade em realizar, pois não exige equipamentos automatizados complexos, além de maior desempenho no rastreamento.
Câncer de intestino
O câncer de intestino é o segundo tipo mais incidente no Brasil, desconsiderando os casos de pele não melanoma.
A estimativa é de 53,8 mil novos casos por ano no país a cada ano do triênio 2026-2028, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença foi enfrentada pela cantora Preta Gil, cuja trajetória ajudou a ampliar o debate sobre a importância da prevenção e agilidade no tratamento.

