Pelo menos 132 pessoas morreram depois que um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10 de agosto), derrubando prédios e deixando sobreviventes presos sob os escombros — no tremor mais intenso do país neste século —, enquanto equipes de resgate corriam contra o tempo com a chegada da noite.
Ao cair da noite na cidade de Cali, uma das mais afetadas, socorristas gritavam em meio aos escombros de uma loja de suprimentos médicos que desabou no bairro de Tequendama — uma das áreas mais afetadas — em busca de sinais de vida.
Perto dali, pessoas formavam correntes humanas para remover destroços manualmente do local onde antes funcionava uma grande padaria, enquanto maquinário pesado chegava ao lado de ambulâncias de prontidão; a busca por sobreviventes prosseguia à medida que a escuridão tomava conta da cidade atingida.
O terremoto ocorreu poucos dias após a posse de Abelardo de la Espriella como presidente, lançando a nova administração em sua primeira grande crise, com as lembranças ainda vivas dos dois terremotos devastadores ocorridos na vizinha Venezuela em junho.
O USGS (Serviço Geológico dos EUA) informou que o tremor ocorreu a uma profundidade de 107 km. O Serviço Geológico da Colômbia afirmou que este foi o terremoto mais forte registrado no país no século XXI.
O Serviço Geológico da Colômbia registrou 21 réplicas até o final da segunda-feira (10) e alertou para a possibilidade de novos tremores.
O país está situado ao longo do Círculo de Fogo do Pacífico — uma região de intensa atividade sísmica — e registra milhares de terremotos, a maioria de pequena magnitude, todos os meses.

