Após a nova suspensão da dragagem na Hidrovia do Rio Tapajós, o Ministério de Portos e Aeroportos está monitorando diariamente as condições de navegação do rio, tendo em vista, a possibilidade de uma nova redução do nível de profundidade.
Segundo o ministro da pasta, Tomé Franca, o nível da hidrovia ainda está acima do registrado no ano passado e em 2023, momento em que houve a necessidade de suspender a navegação na via por conta do baixo calado.
“A profundidade [do rio] ainda é maior do que nos períodos críticos dos anos anteriores. Então, a gente está monitorando e acompanhando a possibilidade, ou não, da necessidade, de algum tipo de intervenção. Mas até o momento, a situação está controlada”, afirmou.
Segundo apurou a CNN, desde que o presidente Lula desautorizou a dragagem da hidrovia, ainda não foi definido um plano alternativo pelas autoridades responsáveis pela hidrovia caso o nível do rio inviabilize a navegação na região.
A preocupação ganhou força diante da previsão de um El Niño de forte intensidade, que pode provocar uma seca mais severa na região e afetar as condições de navegabilidade do Tapajós.
Impasses ambientais
Além disso, o governo tenta avançar nas negociações para viabilizar a concessão da hidrovia, mas enfrenta resistência dos povos originários.
No final de julho, o presidente Lula desautorizou uma dragagem emergencial do rio após manifestações de comunidades indígenas. A intervenção havia voltado a ser discutida pelo governo diante da possibilidade de uma redução acentuada do nível do Tapajós.
O episódio é mais um capítulo de um impasse que se arrasta desde o ano passado. Após protestos contra uma dragagem de manutenção realizada pelo DNIT, sem relação direta com o projeto de concessão, o empreendimento foi retirado da carteira de licitações do governo e a intervenção foi suspensa.
