A Nutriplant Indústria e Comércio registrou lucro líquido de R$ 538 mil no primeiro semestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 1,9 milhão observado no mesmo período do ano passado.
A receita operacional líquida, porém, recuou 34,1%, para R$ 74,1 milhões, enquanto o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) avançou 133,6%, para R$ 6,2 milhões. As despesas gerais, administrativas e comerciais caíram 27,5%, para R$ 10,7 milhões.
Segundo a companhia, a queda da receita está relacionada à estratégia de priorizar rentabilidade em vez de volume de faturamento. A Nutriplant reduziu a participação de produtos de baixa margem, especialmente matérias-primas de menor valor agregado, e passou a priorizar linhas com maior contribuição econômica. A empresa também buscou reduzir o risco de crédito associado a vendas com prazo safra para produtores rurais e revendas agropecuárias.
O lucro bruto somou R$ 16,1 milhões no semestre, alta de 31,3% ante os R$ 12,3 milhões registrados um ano antes. A margem bruta passou de 10,9% para 21,7% no período.
As despesas gerais, administrativas e comerciais totalizaram R$ 10,7 milhões, uma redução de R$ 4 milhões em relação ao primeiro semestre de 2025.
De acordo com a companhia, cerca de R$ 1,8 milhão da queda decorre da base de comparação, que incluía despesas comerciais excepcionais e não recorrentes no primeiro trimestre de 2025. O restante está relacionado a medidas estruturais implementadas desde o fim de 2025, como o programa de Orçamento Base Zero e a redução do quadro de pessoal.
O Ebitda atingiu R$ 6,2 milhões, contra R$ 2,7 milhões no primeiro semestre de 2025. A companhia atribui a melhora principalmente à redução das despesas operacionais e ao avanço da margem operacional bruta.
Apesar do desempenho operacional positivo, o resultado financeiro líquido passou de uma despesa de R$ 3,7 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 4,9 milhões no mesmo período de 2026. Segundo a Nutriplant, o aumento ocorreu principalmente em razão do maior endividamento em relação ao ano anterior e do custo elevado das linhas de curto prazo.
O endividamento bancário bruto da companhia encerrou junho em R$ 18,6 milhões, R$ 3,3 milhões abaixo do registrado em dezembro de 2025. Na comparação com junho do ano passado, entretanto, houve aumento de R$ 3,2 milhões.
Para os próximos períodos, a Nutriplant afirma que manterá o foco em eficiência operacional, rentabilidade e geração de caixa, em vez de priorizar o crescimento do faturamento. A empresa também pretende adequar sua equipe comercial, ampliar canais de distribuição e reduzir a dependência de recursos de terceiros para financiar o capital de giro.

