A segunda semana de agosto será marcada por condições meteorológicas diferentes entre as regiões do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), enquanto áreas do Norte, Centro-Oeste e interior do Nordeste permanecem sob influência de uma massa de ar quente e seco, com temperaturas que podem chegar a 42°C, o Sul começa os próximos dias com frio e possibilidade de geada antes de registrar uma elevação gradual das temperaturas.
Ao mesmo tempo, a chuva deve ganhar força principalmente no Sul e em áreas da Região Norte. O Rio Grande do Sul concentra os maiores volumes previstos, com possibilidade de tempestades, chuva localmente intensa e queda de granizo. Em pontos da região central do estado, o acumulado pode chegar a 150 milímetros ao longo da semana.
O cenário de diferenças acentuadas nas temperaturas também foi destacado pela Climatempo, que classificou como “contraste térmico” a situação observada no início da semana. A diferença aparece principalmente no Sudeste, onde áreas do leste de São Paulo e do Rio de Janeiro começam os próximos dias sob influência de ar mais frio e úmido, enquanto partes do interior paulista permanecem com temperaturas elevadas.
Calor persiste no Norte e Centro-Oeste
Em algumas regiões do país, o calor intenso já começou a aparecer. Na segunda-feira (10), dez municípios monitorados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram máximas na casa dos 40°C.
Na região Norte, o calor permanece durante praticamente toda a semana, com máximas entre 34°C e 40°C. Na terça-feira (11), os termômetros podem chegar a 40°C e, pontualmente, a 42°C na divisa entre Amazonas e Pará e no norte de Mato Grosso do Sul. Nos dias seguintes, as máximas continuam próximas dos 40°C em áreas do Amazonas, Pará e Tocantins.
No Centro-Oeste, a massa de ar seco mantém as temperaturas elevadas. As máximas podem chegar a 40°C no noroeste de Goiás e permanecer próximas dessa marca ao longo da semana, principalmente em Mato Grosso e no oeste de Goiás. No Distrito Federal, as mínimas devem ficar entre 12°C e 17°C, enquanto as tardes continuam quentes. O Distrito Federal já registrou, na segunda-feira, um novo recorde anual de temperatura. A estação do Gama marcou 34,3°C, enquanto Brasília chegou a 32°C.
Além das temperaturas elevadas, o ar seco chama atenção. Na segunda-feira, 47 municípios registraram umidade relativa do ar igual ou inferior a 15%. O menor índice foi de 10%, em Araçuaí (MG). Em Goiânia, a máxima chegou a 38,3°C, recorde para o mês de agosto desde a fundação da estação meteorológica convencional da capital. Já o Distrito Federal teve o menor índice de umidade do ano, com 18%, e a estação do Gama registrou 13%.
Nordeste terá diferença entre litoral e interior
No Nordeste, a diferença entre as áreas litorâneas e o interior continua sendo uma das principais características do tempo. As temperaturas mais altas devem ocorrer no Piauí e no Rio Grande do Norte, com máximas próximas de 38°C, enquanto áreas do interior da Bahia podem registrar mínimas próximas de 12°C ao longo da semana.
A chuva, por sua vez, ficará concentrada principalmente na faixa litorânea. Entre o Recôncavo Baiano e Sergipe, os acumulados podem chegar pontualmente a 20 mm. No interior nordestino, não há previsão de chuva ao longo da semana.
Sudeste começa frio e volta a esquentar
No Sudeste, a semana começa com temperaturas mais baixas principalmente no litoral e no leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A atuação de uma frente fria mantém o tempo mais úmido e favorece chuva fraca nessas áreas, enquanto o interior permanece mais quente.
Em São Paulo, o contraste é particularmente acentuado. Enquanto a capital e outras áreas do leste paulista enfrentam temperaturas mais baixas, o oeste do estado deve alcançar cerca de 32°C. Na terça-feira (11), as mínimas podem chegar a 8°C no sul paulista. A partir de quarta-feira (12), a tendência é de elevação gradual das temperaturas. A massa de ar frio perde força, as condições ficam mais abertas e o calor volta a ganhar espaço. Na quinta-feira (13), as máximas podem chegar a 34°C em áreas do oeste paulista.
No Rio de Janeiro, o começo da semana também será mais ameno, mas o calor retorna gradualmente na segunda metade do período. A previsão do Inmet indica chuva principalmente na primeira metade da semana em áreas do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, com acumulados em torno de 10 mm.
Sul terá frio, geada e mudança no tempo
A região Sul terá uma das mudanças mais expressivas ao longo da semana. A atuação de uma massa de ar frio e seco mantém as temperaturas baixas no início do período, com possibilidade de valores próximos de 0°C nas áreas mais altas e ocorrência de geada.
Na terça-feira (11), as mínimas devem ficar próximas de 0°C em áreas elevadas. A partir de quarta-feira, porém, as temperaturas começam a subir. Na quinta, as mínimas já ficam próximas de 10°C em Santa Catarina e no leste do Paraná, enquanto as máximas passam dos 20°C em boa parte da região e podem superar 34°C no norte paranaense. Na sexta-feira (14), as temperaturas estarão mais altas em toda a região.
A mudança nas temperaturas será acompanhada pelo aumento da instabilidade. Depois de um começo de semana mais estável, áreas de instabilidade associadas à propagação de um cavado devem provocar chuva ao longo do período. O Rio Grande do Sul concentra o maior risco, com previsão de tempestades, chuva localmente intensa e possibilidade de granizo.
Os acumulados podem chegar a 150 mm em pontos da região central do Rio Grande do Sul. A chuva também deverá aumentar em Santa Catarina e no sul do Paraná, onde os volumes podem alcançar 30 mm.
Chuva se concentra no Sul e no Norte
De forma geral, os maiores acumulados previstos pelo Inmet entre 10 e 17 de agosto ficam sobre a região Sul e parte da região Norte. No oeste do Amazonas, os volumes podem chegar a 40 mm, enquanto Acre e Amazonas concentram as maiores precipitações da região.
No Centro-Oeste, o tempo firme predomina no Distrito Federal, em Goiás e na maior parte de Mato Grosso. A exceção é Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ficar em torno de 20 mm. No Sudeste, a chuva fica concentrada principalmente no sul e leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com volumes que, de maneira geral, não devem ultrapassar 10 mm durante a semana.
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