O Ibovespa oscila e o dólar sobe nesta segunda-feira (10), com investidores à espera de dados de inflação nos Brasil e nos Estados Unidos, enquanto mantêm expectativas de negociação entre EUA e Irã no radar.
Na pauta doméstica, destaque para a diparada da Embraer, refletindo resultados positvos no segundo trimestre, conforme dados publicados mais cedo. As petroleiras também sustentam altas, com o avanço do petróleo em mais de 1%.
Por volta de 10h30, o dólar subia 0,2% ante o real, negociado a R$ 5,093 na venda, em linha com a valorização da divisa dos EUA ante uma cesta de moedas fortes.
Na mesma hora, o Ibovespa perdia 0,07%, aos 172,4 mil pontos, contrariando o clima negativo em Nova York.
Embraer dispara
As ações da Embraer lideram com folga o pregão deste início de semana, com avanço acima de 9%, após da empresa reportar lucro líquido ajustado de R$ 1,113 bilhão no segundo trimestre, o que representa um crescimento de 25,1% ante o apurado no igual intervalo do ano passado.
O número exclui itens extraordinários de R$ 29,4 milhões referentes aos resultados da Eve. Sem o ajuste, o lucro líquido foi de R$ 1,084 bilhão.
Em seu release de resultados, a empresa explica que o aumento em relação ao ano anterior foi impulsionado principalmente por um forte desempenho operacional e por despesas financeiras líquidas menores, fatores que foram parcialmente compensados por impostos mais elevados no período.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,514 bilhão entre abril e junho, um avanço de 30,3% ante o registrado um ano antes.
Inflação no Brasil e nos EUA
No noticiário macroeconômico, as atenções se voltam aos números de inflação aos consumidores no Brasil e nos EUA.
Por aqui, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho sai nesta terça (11), após dados da prévia supreenderem positivamente ao virem bastante abaixo do previsto.
Já nos EUA, o CPI será publicado na quarta (12), em meio ao processo de parada de corte dos juros pelo Fed (Federal Reserve), enquanto avalia os impactos da variação dos preços do petróleo na inflação e mercado de trabalho.
EUA e Irã
Os contratos futuros de petróleo extendem nesta segunda-feira as altas vistas no fim da semana passada, com a continuidade de incertezas no Oriebte Médio para a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, canal fundamental para o mercado de energia global.
No fim de semana, Teerã afirmou que não estava participando de negociações com os Estados Unidos e apresentou uma lista de exigências para a reabertura do estreito, após Donald Trump afirmar que está conduzindo conversas com o Irã de forma discreta.
Teerã exige que os EUA cessem ataques, acabem com o bloqueio aos portos, retirem as forças militares americanas do entorno do Irã, suspendam as sanções, descongelem os ativos iranianos e indenizem os danos de guerra.
Desde que o Irã fechou a importante via navegável após a retomada dos combates em julho, os petroleiros têm ficado praticamente impossibilitados de atravessar o Estreito de Ormuz.
*Com Reuters e Estadão Conteúdo

